quarta-feira, 22 de julho de 2009

É Ser Diferente...

Poucas vezes me vi
Fechando janelas, mesmo com tanto
O que ver, assistir!
É que nunca me fiz tão sozinho...
Os sonhos, bem dizer, estão falidos e a rotina
Vem e cobra o seu biz!

Andando com certas pessoas (erradas),
Invento trapaças pra não cair
Nas suas graças...
É que não se deve pedir bagagens de bobagens
Quando se quer ser alguém em meio
A tantos 'ninguéns'
Que apenas viajam ao redor de si mesmos...

Infeliz é ser diferente
E isso me dá calafrios...


Em: 21 de julho de 2009 - 21hs

sexta-feira, 26 de junho de 2009

[Luto...] MIchael Jackson, o gênio que a História nos deu

Talvez o mais inovador, um gênio. Aquele pobre negro que apanhava quando moleque, americano (estadunidense para os mais nacionalistas), que sofria com as retaliações sociais que a sociedade branca americana impunha sobre negros. O cara cresceu com traumas que até hoje interferem em sua imagem e em sua personalidade.

Michael Jackson, apesar de tudo, inovou o cenário musical mundial e o modo como influenciar pessoas e, propriamente, fazer música. Ouçamos sua obra prima, do Thriller ao Bad, do Black or White ao Byllie Jean. Simplesmente o dono do maior hit dance da história, que completou 25 anos esses dias, fez presença até em games. A SEGA, empresa produtora de games, ainda na década de 1990 revelou parcerias incríveis na criação de jogos usando sua imagem - e sua marca Moonwalker - para os consoles Mega Drive e Master System na época e ainda produziu a feitura de dois discos no seu estúdio de $ 1.000.000,00 (há quem diga que esse estúdio detinha uma estrutura superior a qualquer estúdio no planeta, inclusive os das melhores gravadoras), ambas obras respeitadíssimas entre fãs e a crítica.



Seria um ganho de valor inestimável se as pessoas, de fato, apreciassem a obra Michael não por sua personalidade ou pelos escândalos que o circundara e que o destruíra a imagem. Assim como poucos, Michael Jackson é um artista excepcional, excelente cantor e gênio, que até hoje no cenário POP não conseguira o feito de ser ultrapassado por algum jovem da nova guarda. A propósito, no quesito qualidade ele é incomparável. É nada mais nada menos que ouvível (o que esses novos que ficam em seu chinelo muitas vezes não o são para os bons ouvidos).

Na década de 1980, Michael Jackson caminhava sozinho. Porém, nos trouxe tudo aquilo que, apesar de fruto de sua fortuna, fora de seu mérito, de sua genialidade. Aquela coisa de dançar caminhando para trás, fazer coreografias sincronizadas, elaborar videoclipes mega produzidos, dentre outros que conhecemos bem, eram apenas méritos de suas idéias que, gente com mais dinheiro não o faz até nos dias de hoje. É fato, ele fez e ainda faz verdadeiras obras de arte da música. Basta apreciar UM de seus discos, do ultimo ao primeiro, e ver-se-á que o resto, que não Michael Jackson, é apenas farinha do mesmo saco.

Originalmente publicado em:

Em 21 de novembro de 2008.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A Mulher de Seda

Esse olhar quebrado,

Infantil e selvagem;

Um jeito levante

Que me rompe com o sério,

O adultério do ser humano, corrompido

Pela tua pele fina, uma seda;

 

Esse instinto carnal, animal,

Tal desejo valente,

Primitivo e intelectual,

Um tocar que parece o Mundo

Girando no cenário de fundo

E ao meu redor.

 

Essa imagem tua

Alucina, dá aquela sensação fria,

Os impulsos cardíacos vazam,

Parecem jorrar litros de algo

Que vicia, deixa dependente

Dessa tua safadeza...

 

Esse vestido que usas

Cheio de abusos, de propósito, justo sobre tuas curvas

Assusta e faz esquecer o humano que sou,

Joga meu juízo no chão.

Bem que ensina a agir

Como um bicho, escroto de rua

Esquecendo do nojo de qualquer coisa,

Pois tua boca diz, sem palavras

O caminho, o pedido,

O sentido, o juízo perdido...

 

Em poucos minutos

Teus lábios formam um conjunto

De ações que me aquecem

As artérias,

Me deixam esquecer do perigo,

O medo qualquer de segredos;

Sou o que for, um bicho

Que sente e esquece que pensa,

Engolido por sensações

Latentes, bem na minha frente.

 

Esse teu busto,

Ver-te por trás,

Tua cintura que toca

Nos teus cabelos longos

De propósito, a propósito do desejo

A todo instante,

Instigam-me à vontade

De pegar-te as coxas

Fartas, cheias de histórias

De contos medidos a sangue

Impulsivo, que me manipula...

 

Como tua forma de olhar

Farta de tanta vontade

Inexplicavelmente adulta,

Infantil e manhosa

Em segredo, que diz

Querer uma rosa

E, no mesmo instante,

Prefere a vaidade masculina.

 


Em: Iniciado em 11 / 05 / 2009; finalizado em 14 / 05 / 2009 – 19h11

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Os Erros que não Cometi

[Parceria com Rodrigo Sena]


Deixa-me contornar-te as curvas,

Desenhá-las sobre as minhas...

Conheça meu mundo

E te mostro o meu!

Faça que eu mudo contigo

E vivo no teu mundo novo.

 

Saiba como é boa essa coisa

De realizar os sonhos dos outros,

Deixa que eu também sei como é bom

Um beijo roubado, de alguém machucado

E se ver na infância te paquerando de longe...

 

Gosto de te fazer gostar outra vez

Sem querer, acabo gostando de ti

E gosto...

Esse frio na barriga, o medo do vacilo,

Ainda insisto assistindo os erros

Que não cometi

 

E desperto de um sonho que tive

E que tenho todos os dias,

Que me deixam mais forte, cheio de tramas

E astúcias p’ra te fazer feliz.

 

 

Em: 17 / 01 / 2008

domingo, 24 de maio de 2009

Talvez

Isso é mentira

E não me seja ousada outra vez.

Matemática falida, roubada,

Chinfrim, que me tira a paciência

Sempre me subtrai.

 

Não te vejo mais calma, exata,

Não te sinto segura, se poucas vezes sinto...

É certo que eu não aceite isso,

Talvez nem durma mais, talvez

Não me faça falta...

 

Incompreensiva, talvez não me faça falta.

É provável que eu diga algo,

E depois te esqueça

Mais cedo ou mais tarde.

 

Enxergo-te solta, independente,

Mas isso é breve... Egoísta!

Aí, eu é que não vou aceitar isso...

 

 

Em: 13 / 10 / 2008 – 00h30

sábado, 23 de maio de 2009

A Graça que se Faz no Caminho para Casa

[Parceria com Rodrigo Sena]


Não quero ser amigo dela,

Dói-me no peito

Vê-la com essa felicidade

Roubada de mim!

 

Não sou tão forte assim,

Deus do céu tem pena do que sou

E me venda um revolver

Para de novo enfrentar essa dor

Vaidosa que nem sequer tem piedade...

 

Apenas entenda esse crime

E aceite, mais uma vez

Esse filho sem graça.



Em: Iniciado em 17 / 01 / 2008; finalizado em 14 / 05 / 2009 – 00h43

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Desconstrução

[Parceria com Rodrigo Sena]


Perdi o desejo de te fazer objeto

O rumo das coisas mudou

Meu cigarro aceso nada mais é que um convite

Para sentar ao meu lado.

 

Estou só, até meus amigos

Desviaram o carinho e respeito

Que sentiam por mim

Sou apenas um irmão bastardo

Sem nenhum segredo

 

Sua presença não me deixa prosseguir

Tenho você por perto, mas não comigo

Venho te pedindo abrigo, desde quando

Perdi o desejo de te fazer objeto.



Em: 14 / 05 / 2009 – 01h18

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Pecado da Solidão

[Parceria com Rodrigo Sena]

Quando leio as coisas que sem razão
Escrevi, choro. À luz de vela faço
Uma novena em forma de prece
Para que volte.

Pus os pés naquele mar sujo
E vi o Mundo desabar sobre minha
Cabeça, como uma forma de castigo
Por ter deixado você me deixar.


Em: 14 / 05 / 2009 – 01h24

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Por um Instante

Bem naquele instante

Você me tirou de um mar sem fim, profundo,

Sem saber quem eu era e o que tinha,

Cheio de vontades...

Eu já me sentia seguro contigo.

Enxerguei a chance que me dava com os olhos

Você tinha medo de saber o que havia,

Me ouvia com tudo o que tinha no corpo

Teus olhos trêmulos e teu cabelo

Solto já me diziam

Que você ‘tava aprendendo a gostar

E que tava gostando de mim.



Em: Iniciado em 17 / 01 / 2008; finalizado em 14 / 05 / 2009 – 10h57

terça-feira, 19 de maio de 2009

Enquanto Fingia que Aprendia

Nós, brincando de fazer arte,

Não me disseram em que parte acertamos

Ou erramos.

Éramos adolescentes, tímidos

E cúmplices de nós mesmos...

Um dia qualquer,

Na minha, fingia que aprendia

Ouvi que era o único!

Você não me disse,

Mas fez de conta... E se abriu

Para os meus ouvidos.

 


Em: Segundo semestre de 2008.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dessa Vez, Não!

Tentaram me deixar na merda...

Tentaram. Mas o que há de errado se não conseguiram?

Me transvestiram de ácido, fizeram caso

E me afastaram o medo do novo.

 

Queriam que eu queimasse seu rosto,

Pediam que o fosse numa sacristia...

Mas que pederastia!

 

Ajoelhavam-me ao ódio e ao descaso

Só que o que me restara foi o cansaço.

Mas que pecado, não? Eu sair são!

 

Eu, ajoelhado em grãos, até dormi no chão

E ainda queriam que eu pedisse perdão

Dessa vez, não!

 

 

Em: 06 / 04 / 2009 – finalizado por volta das 00hs

domingo, 17 de maio de 2009

Até Quando Tudo Vale

Deixa errar, mudar,

Acontecer,

Deixa ser, mesmo que assim seja

Com tanta certeza...

 

Deixa esquecer, até um dia voltar a ser

E querer ancorar ali no mesmo lugar.

Mas não sei se estarei lá

Quando esse dia chegar.

 

Deixa cantar, desabafar...

Deixa jogar fora o bem pouco que valia,

Dizer, mostrar o porquê.

Até onde se sabe fazer valer o que vale

O valor que tudo tinha.

E se vai...

 

(Mas não sei se estarei lá

Quando esse dia chegar.)



Em: 06 / 04 / 2009 – 00hs

sábado, 16 de maio de 2009

Uma Graça

Só uma vez, uma!

Daquelas que se disfarçam

Na frente de todo mundo

Chegar em casa, achar graça...

 

Eu não presto, sem futuro!

P’ra mim, você diz p’ra todo mundo,

Bate na minha cara e alisa

E depois diz que ‘tá cansada.

 

Brincadeira de exausta?

É melhor tirar a barba,

Sair de casa.

Talvez eu passe na tua

 

P’ra te pegar pelos braços,

Te levar ao meu carro,

Sair por aí, dar risadas

E te deixar sem graça.

 

 

Em: 01 / 04 / 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Uma História que se Repete

(...) E se começa uma fase

Mais uma velha nova, daquelas que casa,

Engana, mata e depois castra

E joga fora p’ra não deixar rastro.

Essas pegadas na areia... São histórias!

Pisadas, tapas, trapaças,

Imagem de dois rolando nus

Uma princesa e um babaca

Enganada, deu a virada

Sem mentiras nefastas, se foi

Viu que o céu mudou de cor

E voltou...



Em: 06 / 04 / 2009 – 00hs

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Distância

E essas cobranças, que mal fazem?
Que sufoco é esse que me reparte(?), que horror(!)
Brincar de jogar fora, antes pensar ser expulsa,
Antes mesmo suja de lama, deitada na grama! (...)

P'ra mim, você fica nua,
E se finge abismada depois de ter dado a mão,
Ter cometido um pecado e levado um não.
Se faz de pura por ser esse pedaço de carne crua...

Você é a sobra de um molho,
Tua carne, o resto servido àlguém, só.
Não finja, não fuja, não machuque,
Não pule da ponte de água e gelo no fundo.

Não sou porto seguro de aventura
Nem ventura da altura que pensa medir
A distância
Entre teu pé e minha nuca.


Em: 05 / 01 / 2008

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Paz Muda

Tua blusa suja e o teu café sem açúcar
Tua pele nua coberta de loções caras
Tua paz muda, tua formosura (sexy), crua
Tua chuva de prata, de pregos,
De cristal, azul, sem gelo,
Essa mesma chuva negra de vontade...

Tua fantasia de desejos e cores
Televisionadas
Nos beijos regados de novela,
Tua alma lavada a barro
Run profundo
Esse teu mar escuro e confuso

Imenso, tento ser ganancioso,
E me perco no teu medo de chuva.
Esqueces que estás com a blusa suja...
É normal que chegues sujas
Um dia imunda.
Nessas horas é que é comum que te provem a carne crua...

Não te confundas ensoça
Também não peças pra que te ponham açúcar no corpo.


Em: 03 / 01 / 2008

terça-feira, 12 de maio de 2009

O Que é M'Eu

Há pouco você bem me matou
Depois chorou.
E infelizmente tenho que te proibir de atrapalhar minha vida.
A minha ida, minha carta de despedida, não te diz
O que por ora se passou esses dias...

Essa coisa de família servida feito sobremesa
Já não pode te salvar de qualquer solidão
E mesmo que a separação nos console
Há de se afirmar que chegou a hora d'eu sair,
De ir embora.

Meus planos, meu rancho, meu gancho p'ra pendurar chapéu,
Minha sala e minha televisão,
Minha programação assistida até tarde da noite,
Minha liberdade,
Não permitirei que vire arte, peça de museu

Ou que fique plantada no chão
Deixando cair a minha personalidade,
Feito as folhas das árvores.
Sabe daquela minha vontade de querer ser
Sempre eu?


Em: 01 / 01 / 2008

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mormaço do Dia Seguinte

Não saia por aí vagando à noite
Nem se jogue fora.
Também não se jogue ou se deixe cair
Ao chão,

Apenas peça para abrir o portão.
Algumas palmas se fazem o bastante...
Tem um pouco d'água servida no copo,
Acho que um resto de comida,
Algum prato sobre a mesa...

E olhe para a esquina.
Lembre-se que no fim do dia o sol esfria!
Use o chuveiro na água fria,
Isso economizará energia.

É comum pensar n'uma batida depois do banho...
Estender a toalha úmida na cadeira,
Escrever na porta da geladeira

A programação da louça da cozinha,
Quem vai na padaria
Comprar o café e o jantar de todo dia...


Em: 18 / 12 / 2007

domingo, 10 de maio de 2009

Como uma Gaivota

Dá-me uma segunda, uma quarta de paz!
Você ainda insiste com essa estória
De me tratar dessa forma?
Respeite-me antes que eu te desrespeite
Com uma outra tão qualquer o quanto você me faz

Pra si mesma.
Já não devias ter medo da minha antiga amante
Ou das antigas que você tanto insiste em flertar,
Mas dessas novas que me aparecem,
Que as desejo e me despeço...

Elas mais merecem à medida que você não se traz.
Enquanto procuro a ideal
Essa sua ideia continua cada vez mais batida,
Ideia que vai e que volta,
Que voa como uma gaivota
E pousa no mesmo lugar.


Em: 18 / 12 / 2007

sábado, 9 de maio de 2009

Deixa

Deixa-me aqui no infinito
No meu mundo de ideias
Mesmo que elas sejam fracas, sem nexo... Esse lar aberto.
Deixa, que eu fico aqui no meu chão. No meu quintal de papelão

Cheiro minhas próprias flores
Que plantei e te dei algum dia
E no dia que as quiseres
Deixa, que não as dar-te-ei.

Deixa, que tem nada de mais
Cobranças demais, joguinhos de paz
Dessa infância que te habita e te faz.
Deixa, que essa fase passa...

Bem logo quando eu me for.
Deixa, que ainda te dou motivo
Pra entender o porquê d'eu não te querer
Batendo em minha porta.
Assim que voltares, já terei ido embora.


Em: 17 / 12 / 2007

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Fim

Ainda que estúpido te escreva uma carta
Já não te espero, nem te venero,
Nem te aconchego nos meus braços
Ou te empresto os meus abraços.

Por causa disso, ontem tive um pesadelo...
Eu me perdia ao acariciar teus cabelos
Sem destino, agoniado
E alguém insistia em dizer-me
Que a minha sede se matava com meu sangue
E a fome com meu próprio braço.

O espelho do quarto todo estilhaçado
Tinha rasgado as nossas fotos com seus cacos...
Eu vi tudo isso sobre um vestido amarrotado
De uma mulher que chorava pelo fim.


Em: 16 / 12 / 2007

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Esperto de Sangue

Onde é que te cego, por onde me coloco, seu esperto de sangue?
Por onde anda o teu mal, transparente,
Que corre pela serpentina e sai pela bandeirola?
Em que lugar guardas o dinheiro de tua aposta?
Bem pouco, em logradouro, que cheira aos outros?
Você fareja esses outros, que singelos batem sua porta
Com a mesma razão cumprida
De doer e te descontar com uma surra de arame,
Que te rasga o busto e te liqüida,
Nesse faturamento bruto que te põe o que não te falta
À mesa.
Escorrega livre na tua grosseria de cuspir nos outros
O pão dormido que mastigas, como a paciência da gente,
Comprado a custo do teu faturamento bruto,
De custo unitário igual à tua pessoa,
Solitário, longe dos teus escravos vulgos,
Que se satisfazem com tua onipresença
Longuínqua e cheirosa, ao contrario do teu perfume caro.
Teus olhos embutidos nessas câmeras
Aumentam a quantidade de puxa-sacos
Que vão te chupar o ovo até te passar o pé na bunda
E te deixar no poço do teu dinheiro sujo.
Eu te abro o olho: onde é que te cego,
Por onde me coloco?
Seu esperto de sangue e ignorante de alma...


Em: 04 / 12 / 2007

quarta-feira, 6 de maio de 2009

E Se Fossem Minhas Amantes(?)

Não quero saber. Que você siga com tua arrogância ingênua
E eu sigo em paz, na minha, bem adiante
Sem precisar dos banhos que você me dá com água fria.
Volte-me na época de respeitar minhas amigas,
Aquelas feitas de parafina,
Dessas velas que acendem e se apagam depois de algumas horas;
As minhas amantes, que por fina força queres expulsá-las
Do meu passado,
Respeite-as, como te respeito com os teus.
Esse teu Matheus que não pare nem balança
Volte pra querer, antes dos teus, os meus.


Em: 04 / 12 / 2007

terça-feira, 5 de maio de 2009

O Mundo

Lugar de gente idiota, pequena,
Tem gente que se olha e se esconde,
As vezes se prova
E se cospe como num derrame ardente.

Tem gente la fora que corre,
Que fecha os olhos
E chora o sangue que sente
Escorrer num abrir de porta.

Tem gente que não se enxerga,
Que exagera, finge esquecer os limites
Mínimos, eles, desde que pareçam pouco
Pra ficar sentado o dia inteiro...
Assistindo a vida dos outros.


Em: 25 / 03 / 2009 - 00:05

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Carnívora

Que mistério envolve a tua face nua
Judia de uma voz intrigante?
Misturada à tua fineza com palavras
E teu comportamente sutil,
Esse teu costume de pôr
Um maiô por debaixo da blusa,
Me instiga o pecado e o temôr
Em sonhar contigo...
Me tornar teu servo.

O que é que tens que me salva da vida?
Me traz coragem pra enfrentar o velho
E me desorienta do paralelo
Da vida sem fim, de uma mandinga,
Que me prende a alma
À um pedaço de carne, a que me tronara cego.

Eu te provo ao molho pardo
E, te assistindo nas besteiras que te deixam muda,
Vejo que teu olhar nasce a cada vez que te olho
Vindo em minha direção,
Logo, o preço que pagarias muda por minha atenção.

Curioso ainda te compro e te ligo
E te persigo e te digo o que de fato
Te quero (muda, nua, crua e minha...).


Em: 03 / 12 / 2007

domingo, 3 de maio de 2009

O Monólogo das Pernas

Respeite minhas pernas. Essas que me levam ao banheiro, ao quarto, que me trouxeram trabalho. Essas analfabetas de alma, pálidas e cabeludas... Por causa delas, os meus braços são roxos de queimados e minha face, branca, bronzeada, parda, como me confundem lá fora. As minhas pernas também trabalham, são escravas das minhas necessidades, da minha pobreza, da minha pacimônia...

Elas me quebram o galho, são meu transporte... Meu principal meio de transporte. Por elas, prefiro não passar vexame nos ônibus públicos e entender como tantos aleijados sonham (e como sonha!) com pelo menos uma. Às vezes reclamo até das dores que elas me causam, devido uma longa caminhada que faço, pode ser numa tarde, e que me economiza o dinheiro da passagem. Com minhas pernas, já troquei idéias, conheci cidades, apreciei as paisagens, fui narcizista, fiz sexo, conheci mulheres. E até desabafei a raiva nos objetos jogados no chão, na terra...

Às minhas pernas eu também me entrego, não por serem minhas servas ou eu por elas. Mas por serem minhas e eu delas.

sábado, 2 de maio de 2009

Apenas um depoimento...

[Depoimento escrito em um site de relacionamentos que, no momento em questão, era febre entre jovens do Brasil e do Mundo inteiro. Até então, no espaço de convivência virtual mais popular do mundo, eram realizadas as principais trocas de afetos, carinho ou quaisquer necessidades comunicativas.
Foi um momento bem bacana, que vale lembrar a todo instante do que se passou durante suas horas e dias, dos desabafos com os amigos, das brincadeiras e até dos detalhes mais insanos de raiva, estresse e desentendimentos. Complementando, é para isso que existem fatos, marcas e lembranças: para serem recordados, desbravados e revividos.]


Vive-se de alguma coisa! Dinheiro, miséria, carros, casa, renda, roubos... Mas o negócio é ter alguém 'pra dividir isso tudo! Já tentei de tudo, misérias, miseráveis ou acreditar que a felicidade 'tá na origem das alegrias alheias... Equívoco. O certo é 'tar do lado de quem realmente se sente alguma coisa. Algo forte, inexplicável. O que vem do nada e fixa-se como se existisse há dez anos. O que empalidece, mas não mata. Engrandece. O que o mundo assim define como amor... Ou coisa do tipo.

Te levanta em voo, só que diferente dos pássaros, dos pombos. Uma série de coisas vindas do além e de dentro de nós mesmos! A gente faz de tudo 'pra escapar dessas garras, só que acaba se prendendo mais ainda a elas. E aquelas noites mal dormidas, trabalhos que ficaram pela metade, almoços "mal curtidos", entre outros que deveriam dar um dia de baixas dão cada vez mais intensidade... E a gente acaba fazendo tudo certinho, vê que os limites realmente existem para serem quebrados. Serão quebrados. Até que tudo finda dando certo! (...)

É impressionante gostar de alguém. De uma pessoa em especial. Simplesmente ter (um) alguém...


Em: Primeiro semestre de 2005

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vamos Contar com a Sorte

[Poesia original da música, recém elaborada, "Não Venha Me Dizer", em parceria com Rodrigo Sena]

Vou bater a porta, mas, por favor, não a abra
Quando lembrares de mim.
Vou te mandar bilhetes, cartas, porém
Não me responda em respeito às tuas lágrimas.
Hoje, fico sozinho, não quero ninguém...
Não quero o medo, o receio ou o apreço de passar por tua vista,
Ou te jogo na cara o que de fato espero, calado e quieto...
Algumas meninas diante de mim
Me assistindo tocar as nossas canções,
Para elas, não posso expressar as saudades,
Os momentos que sinto quando lembro
Que a nós dois não existe jeito, não há volta.
(Nunca mais volta...)


Em: 05 / 2007

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Rosa Mais Bela

Não sei se te olho nos olhos ou te admiro os braços,
Se me entrego ao teu jogo de pernas
Ou se devo te acariciar os cabelos;
Se lembro dos teus beijos ou sinto teu cheiro
Nos cantos, nos vãos, nas esquinas...
Já não insisto em recordar do teu rosto belo
Ou em sonhar te ver falando algo... Qualquer coisa
Só p'ra que eu possa ter com a somestesia do teu hálito
E seu perfume
E com a fineza dos teus lábios fazendo casa
Com o brilho que vem dos teus dentes.
O teu sorriso, que sempre te deixa tão linda de qualquer jeito
Surge nas horas que, justamente, não penso
Que és a rosa mais esbelta do meu jardim.
Em momento algum consigo ter a idéia de desistir,
De fugir. Senão, te palpar todos os dias
E poder dizer que consegui.


Em: 17 de julho de 2007 - 19h20, Fortaleza / CE, durante o alojamento do 33. ENEAD - Encontro Nacional dos Estudantes de Administração

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Voz da Lua

Sua voz é única, inconfundível

Às vezes nem acredito...

Como pôde Deus reunir num só lugar,

Na garganta dela, tamanho capricho

E poder de seduzir as pessoas

A partir dos ouvidos!

 

Perco-me em sua voz

Me aqueço nos momentos de frio

E, ao mesmo tempo, ganho adrenalina

P’ra descer rios, montanhas frias,

De sonhar com o arco-íris dela

Cantando em minha foz de sonhos...

 

Desconhecia tal poder que ela tinha

Que tem e me dá arrepios em ouvi-la cantando

Até num microfone simples

Narrando a vida e os desejos dos outros,

Na calada da noite, com seu próprio gosto...

Me deixa inquieto, como se me tivera deslizado na carne a língua!

 

Ela me chama de louco

Mas não percebe que me chama (pra si)

Enquanto canta, quando diz que quer ganhar fama.

Na verdade, cheia de manha, colore os céus

Fazendo cair sobre si os olhos atentos, brilhosos,

De mais alguém que por sua voz ficara louco.



Em: 01 / 03 / 2009 - 00:35

terça-feira, 28 de abril de 2009

Vida em Jogo

O que sinto é a insistência do teu tempo,
Lembrar que tou provando a brisa de outros ventos...
Esse meu destino de cegar os olhos desatentos
Vai de encontro a todos, como se eu fosse
Um mero personagem de jogo.

Fingir provar o cinza discreto do céu
E dar um véu de presente
Minando o óbulo do sentimento
Me mostra o jogo da vida, os sentidos da razão,
Gostar mais de si, mesmo mostrando que não...

É ser traído por si mesmo,
Fugir dando satisfação,
Depois seguir o próprio caminho
O qual ainda existe chão.


Em: Algum momento de 2003...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

E Quando Eu Morrer

[Parceria e poesia de S7, Shauara Davi]


(A7+   Am7/9 D7+     D7/9    Dº)

POESIA NÃO AUTORIZADA PARA DIVULGAÇÃO...



Em: 2006 – 24 / 05 / 2007

(Solicitação de Não-Divulgação: 30 / 05 / 2009)

domingo, 26 de abril de 2009

As Rosas Que São Flores

Te vi viajando pela via láctea

Enquanto teus olhos miravam

O céu e sua imensidão...

Dá pra ver a inveja, o desespero

E a decepção que sentes

Quando vês que si mesmo

Se deixou vencer pela incapacidade

Que temes

E gemes de dor com os espinhos

Das hastes das rosas

Mesmo elas sendo flores,

E mesmo as cores da farda

Que veste o teu corpo te incomoda,

Te traz horrores...

Eu não entendo essa tua beleza que te causa dores!

Não sabes da tua genialidade

De conquistar e fazer amores?



Em: 05 / 2007

sábado, 25 de abril de 2009

Cada Pôr de Sol

Algum dia já fui omisso?

Fui reprimido pelos braços da incerteza.

Algum dia já fui discreto?

Tive medo de tanta clareza.

Já não posso ao teu suor distante,

Isso me faz ser menos eu

E apelo a um romantismo exacerbado

Quando o espero mais num presente teu...

Já não me visto tão extravagante.

O sol me queima mais que antes

E as coisas simples são ainda as mais importantes;

Aos poucos tudo é menos derrapante

Mas há o que é incerto e distante,

E nem tudo é pescado com fio de anzol.

Coisas que você diz deixam-me conflitante,

Apenas faço valer cada pôr de sol.



Em: Primeiro semestre de 2005

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Sina do Medo de Quem Sonha

Uma voz de homem feito

Quando criança jurava

Para si que assim não o seria,

Que não se decepcionaria como ontem,

Quando descobrira que assim

Como hoje também o poderia.

Acordara zangado

E sonhara acordado...

Só não acreditara que o que

Tanto buscara e pela qual lutara

Ainda não acontecera...

Se é que lutara.

Quis pular de um precipício,

Desejou fogos de artifício, chorou por não tê-los

E se jogou de si mesmo,

Porém esquecera de ter o que quis:

De ser feliz por brigar pelo que sonha.



Em: 05 / 2007

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Lua Que se Escondia

Vamos brigar um pouco mais

Em forma de poesia!

Vamos fazer o que há tempos não se fazia!

Vamos tentar ser mais breves

E tomar banho de água fria!

Vamos dizer palavras leves

Que é pra quebrar a rotina.

 

Vamos pôr fogo no nosso limbo:

O que há tempos não se via...

Vamos ser sujos e exagerados

Que é pra quebrar a rotina!

Vamos abusar da grosseria,

Vamos descobrir nossas mentiras,

Vamos pagar pelo pecado

Da lua que se escondia.

 

Vamos ser podres e indignados,

E mais um dia que se esquecia...

Vamos nos jogar aos nossos pés

Até que o perdão nos esfrie.



Em: 23 / 04 / 2005

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Obrigado!

[...] rascunho original, ainda hoje
inacabado...
(D7+   D7)
Obrigado pelos dias difíceis!
Pelo prazer, a traição de outro corpo, a libido,
Pelos ouvidos de aço e de seda
E por sentir o aroma de um tempo à tristeza,
Obrigado! Obrigado!

(G        Gº ...)
Obrigado pelas tentativas, pelo amor que não sinto!
O meu corredor de chuvas de amores incompreendidos...
Ainda me lembro de quando tentava,
Cada vez mais te esquecia, te contestava.

[...] segundo rascunho!
(...) [EM FASE DE EDIÇÃO]
Obrigado pelos momentos de sono e enfado!
Outros de loucura inculpada, inocente!
Mas queria que houvesse chance, uma...
Por mim, não te daria somente um
Obrigado!


Em: 05 / 2007

terça-feira, 21 de abril de 2009

Somente Lembranças Minhas

E quem entende?..
Eu me despeço porque tudo acabou,
Mas ainda lembro das canções,
Das revistas, dos cheiros, do moqueiro
E dos receios em que tudo terminou.
Já sei das jóias, do estrago,
Do estilhaço do vaso em tua janela,
Mas ainda suspeito que te espero...
Isso, eu me nego.
Eu não te quero mais, não me venha.
Me deixa esquecer que tentei, que fiz...
Mas será que devo fugir?
Vou sorrir, não me negue!
Não te faço qualquer pedido;
Aceite se der, mas não esqueça
Que verei nas outras o que quis em ti.


Em: 05 / 2007

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Despedida

Você me vem e não me entra,

Eu te ensaio em despedida

E te despeço, me despedaço.

Eu me esqueço e te disfarço.

 

Te desapego e desintegro.

Desapareço em desabraço...

Eu te abraço e corto laços,

Já não me disfarço, me faço.

 

Entre disfarce eu me dispenso...

Seu desafeto, desembaraço.

Meu desempate, tua incerteza,

Minha partida, nosso deslaço;

 

Eu te esqueço, então, me esqueça.

Já desisti em despedida...

Se não me tem eu te disfarço

E me arrependo de cansaço.



Em: 05 / 2007

domingo, 19 de abril de 2009

Setembro

A isto, chamo
rascunho pronto!..
Eu acordei, você ainda tava dormindo.
Foi no mês de setembro, eu me lembro,
Ainda sem classe te neguei um sorriso.
Você lá fora quieta e eu comigo assistindo
O teu programa nos teus olhos a brilhos,
Me sustentava calado, nem sequer sabia
O que se passava comigo.
Atento aos teus braços enquanto os teus lábios moviam,
Eu me sentia só e sobre os pés,
Nem sabia o que se passava comigo.
Você sentada no canto e eu no faz de conta
Não sabia o que se passava comigo.


Em: 05 / 2007

sábado, 18 de abril de 2009

Não Venha Me Dizer

[Parceria com RODRIGO SENA]

(Dm7+ G – C Bºm Bb G#7 E7)
[...] rascunho da letra pronta
para ser musicada!
Vou bater a porta,
Mas não apareça quando eu chegar

Vou te mandar bilhetes, e não me responda se chorar.

Hoje fico sozinho,
Não quero ninguém,
Nem medo, receio ou apreço de passar
Por teus olhos.

Ou te jogo na cara o que espero,
Algumas meninas diante de mim,
Me vendo tocar as canções que fiz pra você...

Não me casei, por medo de tentar
Quando precisei você não estava lá
E agora não venha me dizer que não fui bom o suficiente
Pra você.

Eu não posso expressar as saudades,
Os momentos que sinto quando me lembro
Que a gente não tem jeito e que nunca mais vai voltar.


Em: 05 / 2007

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quando Sentir o Cheiro do Teu Intimo Perfume

Vá! Já não te faço juras mortas,

Nem quero passar pelo mesmo vendaval.

Me deixa aqui com os meus discos e cadernos

Pra ouvir e escrever quando me lembrar.

E os meus amigos, eles não têm culpa,

Nem os insulte ao te cumprimentar,

Mas não te nego: vou me lembrar de cheio

Quando sentir o cheiro do teu íntimo perfume.

O meu cume será a paz do teu silêncio.

Não me procure quando te sentires morta

Porque mesmo que ainda sinta um nó no peito

Vou seguir o meu caminho do meu jeito.

Mesmo que aceites o meu íntimo perfeito

Terei receio do teu humilde carnaval...

Se me vieres, que me escondas das tuas culpas,

Que eu já não quero teus recados em minha porta.



Em: 28 / 06 / 2007 – 11:45

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Aos Meus Pés

Mandei te deixar lá na central

Pra ver se você pára com esse vai e volta.

A tua felicidade é minha angústia

Mas você não se toca...

Você mente, fede... Você é feia

E me abandona...

Como se me fizesse diferença, alguma,

Logo depois você volta e bate a porta

Pra depois ir embora.

Você se veste de nua pra mim

Apesar de que as tuas curvas me incomodam...

Se elas pelo menos não fossem fingidas...

Em seguida, você se esconde,

Me joga no poço com teu cheiro sujo.

Sem mais, percebo que é imunda

Igual às outras, com o mesmo pecado

E a imundice do mundo,

De juras e promessas falsas.

Você é mulher, indiferente

Com os mesmos tropeços, atropelos

E trapaças...

Você é falsa, de corte à navalha,

Esnoba, rejeita, nega e chora,

Depois se joga como uma cretina

Aos meus pés. E, de novo, bate minha porta.



Em: 26 / 06 / 2007 – 14:45

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Que Levo Comigo

Como te quero por aqui

Pra ver como é te sentir de perto,

Talvez ainda duvide, apesar de já saber que te quero.

Quero saber a forma que tem

Aquilo que me deixa de bem...

Como te desejo por aqui!

É sempre assim, ao certo, o que levo comigo,

Mas o céu ficou cinza, desde que a gente se fez distante.

Mesmo estando longe eu senti algo diferente por aqui

No tardar da ultima noite.

Às vezes me sinto tão esperto... E tão sincero.

É difícil te deixar por aí

Não sei se ainda fico por aqui

Não vou desistir assim

Apesar de tudo ter que ainda ficar como está.



Em: 03 / 2005

sexta-feira, 13 de março de 2009

Querer

Lá em algum lugar
Onde a terra não se encontra
Sem querer te encontrei
Pois já não via caminho.

Queria estar contigo, te ter,
Mas não consegui, sequer te quis...

Enquanto o vento ta soprando do leste
Eu me viro pro sul
E a brisa que vem desse cais que me propões
Já não faz do teu mar tão azul, com aquele tom,
Que tanto queres

O que fiz foi apenas tentar te querer
Apesar de nunca querer ter te magoado
Essa noite fiz um sonho por ti, não por nós.


Em: Segundo semestre de 2004

quinta-feira, 12 de março de 2009

Por Não Ver Nas Outras

Assistindo ao teu retrato, pregado no espelho do quarto,
Finjo não parecer aflito...
Hoje uso roupas debaixo do chuveiro
E ponho gelo pra esquentar o frio dos lençóis...
Quero um isqueiro para apagar a fome de distancia
E uma nuvem para pôr brilho no temporal de muitos sóis.
Quero uma vida pra me livrar do velório
Que fiz por não ver nas outras os teus olhos,
A tua voz fina que me chama de “bobo”.


Em: Primeiro semestre de 2005

quarta-feira, 11 de março de 2009

Água e Terra

Oh! Minha velha e querida amiga
Mãe eterna, feita de terra, água e pedra
Oh! Querida mãe... Eterna!
Se me amas faça-me crer que não és
Apenas água e terra.
Sei que és maestra,
Que reges as matas os sons,
Os grãos as terras,
Seu próprio povo ao sacrifício da nova era.

Todavia madre, si no eres la solución qué esperas
Para mi, dime entonces que puedo hacer al pueblo de mi tierra,
De su tierra,
Ya que ni ellos saben quien son.


Em: Primeiro semestre de 2004