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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Vou bater a porta

[...] rascunho da letra pronta
para ser musicada!
Vou bater a porta,
Mas não apareça quando eu chegar

Vou te mandar bilhetes e não me responda se chorar

Hoje fico sozinho,
Não quero ninguém,
Nem medo, receio ou apreço de passar
Por seus olhos.

Ou te jogo na cara o que espero,
Algumas meninas diante de mim,
Me vendo tocar as canções que fiz pra você,
Não me casei por medo de tentar
Quando precisei você não estava lá
E agora não me venha dizer que não fui bom suficiente pra você.

Eu não posso expressar as saudades,
Os momentos que sinto quando me lembro
Que a gente não tem jeito e que nunca mais vai voltar

Andesson Cavalcanti e
(Letra e música)

Entre fevereiro e abril de 2007.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

[Luto...] MIchael Jackson, o gênio que a História nos deu

Talvez o mais inovador, um gênio. Aquele pobre negro que apanhava quando moleque, americano (estadunidense para os mais nacionalistas), que sofria com as retaliações sociais que a sociedade branca americana impunha sobre negros. O cara cresceu com traumas que até hoje interferem em sua imagem e em sua personalidade.

Michael Jackson, apesar de tudo, inovou o cenário musical mundial e o modo como influenciar pessoas e, propriamente, fazer música. Ouçamos sua obra prima, do Thriller ao Bad, do Black or White ao Byllie Jean. Simplesmente o dono do maior hit dance da história, que completou 25 anos esses dias, fez presença até em games. A SEGA, empresa produtora de games, ainda na década de 1990 revelou parcerias incríveis na criação de jogos usando sua imagem - e sua marca Moonwalker - para os consoles Mega Drive e Master System na época e ainda produziu a feitura de dois discos no seu estúdio de $ 1.000.000,00 (há quem diga que esse estúdio detinha uma estrutura superior a qualquer estúdio no planeta, inclusive os das melhores gravadoras), ambas obras respeitadíssimas entre fãs e a crítica.



Seria um ganho de valor inestimável se as pessoas, de fato, apreciassem a obra Michael não por sua personalidade ou pelos escândalos que o circundara e que o destruíra a imagem. Assim como poucos, Michael Jackson é um artista excepcional, excelente cantor e gênio, que até hoje no cenário POP não conseguira o feito de ser ultrapassado por algum jovem da nova guarda. A propósito, no quesito qualidade ele é incomparável. É nada mais nada menos que ouvível (o que esses novos que ficam em seu chinelo muitas vezes não o são para os bons ouvidos).

Na década de 1980, Michael Jackson caminhava sozinho. Porém, nos trouxe tudo aquilo que, apesar de fruto de sua fortuna, fora de seu mérito, de sua genialidade. Aquela coisa de dançar caminhando para trás, fazer coreografias sincronizadas, elaborar videoclipes mega produzidos, dentre outros que conhecemos bem, eram apenas méritos de suas idéias que, gente com mais dinheiro não o faz até nos dias de hoje. É fato, ele fez e ainda faz verdadeiras obras de arte da música. Basta apreciar UM de seus discos, do ultimo ao primeiro, e ver-se-á que o resto, que não Michael Jackson, é apenas farinha do mesmo saco.

Originalmente publicado em:

Em 21 de novembro de 2008.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mormaço do Dia Seguinte

Não saia por aí vagando à noite
Nem se jogue fora.
Também não se jogue ou se deixe cair
Ao chão,

Apenas peça para abrir o portão.
Algumas palmas se fazem o bastante...
Tem um pouco d'água servida no copo,
Acho que um resto de comida,
Algum prato sobre a mesa...

E olhe para a esquina.
Lembre-se que no fim do dia o sol esfria!
Use o chuveiro na água fria,
Isso economizará energia.

É comum pensar n'uma batida depois do banho...
Estender a toalha úmida na cadeira,
Escrever na porta da geladeira

A programação da louça da cozinha,
Quem vai na padaria
Comprar o café e o jantar de todo dia...


Em: 18 / 12 / 2007

domingo, 10 de maio de 2009

Como uma Gaivota

Dá-me uma segunda, uma quarta de paz!
Você ainda insiste com essa estória
De me tratar dessa forma?
Respeite-me antes que eu te desrespeite
Com uma outra tão qualquer o quanto você me faz

Pra si mesma.
Já não devias ter medo da minha antiga amante
Ou das antigas que você tanto insiste em flertar,
Mas dessas novas que me aparecem,
Que as desejo e me despeço...

Elas mais merecem à medida que você não se traz.
Enquanto procuro a ideal
Essa sua ideia continua cada vez mais batida,
Ideia que vai e que volta,
Que voa como uma gaivota
E pousa no mesmo lugar.


Em: 18 / 12 / 2007

sábado, 9 de maio de 2009

Deixa

Deixa-me aqui no infinito
No meu mundo de ideias
Mesmo que elas sejam fracas, sem nexo... Esse lar aberto.
Deixa, que eu fico aqui no meu chão. No meu quintal de papelão

Cheiro minhas próprias flores
Que plantei e te dei algum dia
E no dia que as quiseres
Deixa, que não as dar-te-ei.

Deixa, que tem nada de mais
Cobranças demais, joguinhos de paz
Dessa infância que te habita e te faz.
Deixa, que essa fase passa...

Bem logo quando eu me for.
Deixa, que ainda te dou motivo
Pra entender o porquê d'eu não te querer
Batendo em minha porta.
Assim que voltares, já terei ido embora.


Em: 17 / 12 / 2007

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Fim

Ainda que estúpido te escreva uma carta
Já não te espero, nem te venero,
Nem te aconchego nos meus braços
Ou te empresto os meus abraços.

Por causa disso, ontem tive um pesadelo...
Eu me perdia ao acariciar teus cabelos
Sem destino, agoniado
E alguém insistia em dizer-me
Que a minha sede se matava com meu sangue
E a fome com meu próprio braço.

O espelho do quarto todo estilhaçado
Tinha rasgado as nossas fotos com seus cacos...
Eu vi tudo isso sobre um vestido amarrotado
De uma mulher que chorava pelo fim.


Em: 16 / 12 / 2007

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Esperto de Sangue

Onde é que te cego, por onde me coloco, seu esperto de sangue?
Por onde anda o teu mal, transparente,
Que corre pela serpentina e sai pela bandeirola?
Em que lugar guardas o dinheiro de tua aposta?
Bem pouco, em logradouro, que cheira aos outros?
Você fareja esses outros, que singelos batem sua porta
Com a mesma razão cumprida
De doer e te descontar com uma surra de arame,
Que te rasga o busto e te liqüida,
Nesse faturamento bruto que te põe o que não te falta
À mesa.
Escorrega livre na tua grosseria de cuspir nos outros
O pão dormido que mastigas, como a paciência da gente,
Comprado a custo do teu faturamento bruto,
De custo unitário igual à tua pessoa,
Solitário, longe dos teus escravos vulgos,
Que se satisfazem com tua onipresença
Longuínqua e cheirosa, ao contrario do teu perfume caro.
Teus olhos embutidos nessas câmeras
Aumentam a quantidade de puxa-sacos
Que vão te chupar o ovo até te passar o pé na bunda
E te deixar no poço do teu dinheiro sujo.
Eu te abro o olho: onde é que te cego,
Por onde me coloco?
Seu esperto de sangue e ignorante de alma...


Em: 04 / 12 / 2007

quarta-feira, 6 de maio de 2009

E Se Fossem Minhas Amantes(?)

Não quero saber. Que você siga com tua arrogância ingênua
E eu sigo em paz, na minha, bem adiante
Sem precisar dos banhos que você me dá com água fria.
Volte-me na época de respeitar minhas amigas,
Aquelas feitas de parafina,
Dessas velas que acendem e se apagam depois de algumas horas;
As minhas amantes, que por fina força queres expulsá-las
Do meu passado,
Respeite-as, como te respeito com os teus.
Esse teu Matheus que não pare nem balança
Volte pra querer, antes dos teus, os meus.


Em: 04 / 12 / 2007

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Carnívora

Que mistério envolve a tua face nua
Judia de uma voz intrigante?
Misturada à tua fineza com palavras
E teu comportamente sutil,
Esse teu costume de pôr
Um maiô por debaixo da blusa,
Me instiga o pecado e o temôr
Em sonhar contigo...
Me tornar teu servo.

O que é que tens que me salva da vida?
Me traz coragem pra enfrentar o velho
E me desorienta do paralelo
Da vida sem fim, de uma mandinga,
Que me prende a alma
À um pedaço de carne, a que me tronara cego.

Eu te provo ao molho pardo
E, te assistindo nas besteiras que te deixam muda,
Vejo que teu olhar nasce a cada vez que te olho
Vindo em minha direção,
Logo, o preço que pagarias muda por minha atenção.

Curioso ainda te compro e te ligo
E te persigo e te digo o que de fato
Te quero (muda, nua, crua e minha...).


Em: 03 / 12 / 2007

domingo, 3 de maio de 2009

O Monólogo das Pernas

Respeite minhas pernas. Essas que me levam ao banheiro, ao quarto, que me trouxeram trabalho. Essas analfabetas de alma, pálidas e cabeludas... Por causa delas, os meus braços são roxos de queimados e minha face, branca, bronzeada, parda, como me confundem lá fora. As minhas pernas também trabalham, são escravas das minhas necessidades, da minha pobreza, da minha pacimônia...

Elas me quebram o galho, são meu transporte... Meu principal meio de transporte. Por elas, prefiro não passar vexame nos ônibus públicos e entender como tantos aleijados sonham (e como sonha!) com pelo menos uma. Às vezes reclamo até das dores que elas me causam, devido uma longa caminhada que faço, pode ser numa tarde, e que me economiza o dinheiro da passagem. Com minhas pernas, já troquei idéias, conheci cidades, apreciei as paisagens, fui narcizista, fiz sexo, conheci mulheres. E até desabafei a raiva nos objetos jogados no chão, na terra...

Às minhas pernas eu também me entrego, não por serem minhas servas ou eu por elas. Mas por serem minhas e eu delas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Vamos Contar com a Sorte

[Poesia original da música, recém elaborada, "Não Venha Me Dizer", em parceria com Rodrigo Sena]

Vou bater a porta, mas, por favor, não a abra
Quando lembrares de mim.
Vou te mandar bilhetes, cartas, porém
Não me responda em respeito às tuas lágrimas.
Hoje, fico sozinho, não quero ninguém...
Não quero o medo, o receio ou o apreço de passar por tua vista,
Ou te jogo na cara o que de fato espero, calado e quieto...
Algumas meninas diante de mim
Me assistindo tocar as nossas canções,
Para elas, não posso expressar as saudades,
Os momentos que sinto quando lembro
Que a nós dois não existe jeito, não há volta.
(Nunca mais volta...)


Em: 05 / 2007

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Rosa Mais Bela

Não sei se te olho nos olhos ou te admiro os braços,
Se me entrego ao teu jogo de pernas
Ou se devo te acariciar os cabelos;
Se lembro dos teus beijos ou sinto teu cheiro
Nos cantos, nos vãos, nas esquinas...
Já não insisto em recordar do teu rosto belo
Ou em sonhar te ver falando algo... Qualquer coisa
Só p'ra que eu possa ter com a somestesia do teu hálito
E seu perfume
E com a fineza dos teus lábios fazendo casa
Com o brilho que vem dos teus dentes.
O teu sorriso, que sempre te deixa tão linda de qualquer jeito
Surge nas horas que, justamente, não penso
Que és a rosa mais esbelta do meu jardim.
Em momento algum consigo ter a idéia de desistir,
De fugir. Senão, te palpar todos os dias
E poder dizer que consegui.


Em: 17 de julho de 2007 - 19h20, Fortaleza / CE, durante o alojamento do 33. ENEAD - Encontro Nacional dos Estudantes de Administração

segunda-feira, 27 de abril de 2009

E Quando Eu Morrer

[Parceria e poesia de S7, Shauara Davi]


(A7+   Am7/9 D7+     D7/9    Dº)

POESIA NÃO AUTORIZADA PARA DIVULGAÇÃO...



Em: 2006 – 24 / 05 / 2007

(Solicitação de Não-Divulgação: 30 / 05 / 2009)

domingo, 26 de abril de 2009

As Rosas Que São Flores

Te vi viajando pela via láctea

Enquanto teus olhos miravam

O céu e sua imensidão...

Dá pra ver a inveja, o desespero

E a decepção que sentes

Quando vês que si mesmo

Se deixou vencer pela incapacidade

Que temes

E gemes de dor com os espinhos

Das hastes das rosas

Mesmo elas sendo flores,

E mesmo as cores da farda

Que veste o teu corpo te incomoda,

Te traz horrores...

Eu não entendo essa tua beleza que te causa dores!

Não sabes da tua genialidade

De conquistar e fazer amores?



Em: 05 / 2007

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Sina do Medo de Quem Sonha

Uma voz de homem feito

Quando criança jurava

Para si que assim não o seria,

Que não se decepcionaria como ontem,

Quando descobrira que assim

Como hoje também o poderia.

Acordara zangado

E sonhara acordado...

Só não acreditara que o que

Tanto buscara e pela qual lutara

Ainda não acontecera...

Se é que lutara.

Quis pular de um precipício,

Desejou fogos de artifício, chorou por não tê-los

E se jogou de si mesmo,

Porém esquecera de ter o que quis:

De ser feliz por brigar pelo que sonha.



Em: 05 / 2007

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Obrigado!

[...] rascunho original, ainda hoje
inacabado...
(D7+   D7)
Obrigado pelos dias difíceis!
Pelo prazer, a traição de outro corpo, a libido,
Pelos ouvidos de aço e de seda
E por sentir o aroma de um tempo à tristeza,
Obrigado! Obrigado!

(G        Gº ...)
Obrigado pelas tentativas, pelo amor que não sinto!
O meu corredor de chuvas de amores incompreendidos...
Ainda me lembro de quando tentava,
Cada vez mais te esquecia, te contestava.

[...] segundo rascunho!
(...) [EM FASE DE EDIÇÃO]
Obrigado pelos momentos de sono e enfado!
Outros de loucura inculpada, inocente!
Mas queria que houvesse chance, uma...
Por mim, não te daria somente um
Obrigado!


Em: 05 / 2007

terça-feira, 21 de abril de 2009

Somente Lembranças Minhas

E quem entende?..
Eu me despeço porque tudo acabou,
Mas ainda lembro das canções,
Das revistas, dos cheiros, do moqueiro
E dos receios em que tudo terminou.
Já sei das jóias, do estrago,
Do estilhaço do vaso em tua janela,
Mas ainda suspeito que te espero...
Isso, eu me nego.
Eu não te quero mais, não me venha.
Me deixa esquecer que tentei, que fiz...
Mas será que devo fugir?
Vou sorrir, não me negue!
Não te faço qualquer pedido;
Aceite se der, mas não esqueça
Que verei nas outras o que quis em ti.


Em: 05 / 2007

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Despedida

Você me vem e não me entra,

Eu te ensaio em despedida

E te despeço, me despedaço.

Eu me esqueço e te disfarço.

 

Te desapego e desintegro.

Desapareço em desabraço...

Eu te abraço e corto laços,

Já não me disfarço, me faço.

 

Entre disfarce eu me dispenso...

Seu desafeto, desembaraço.

Meu desempate, tua incerteza,

Minha partida, nosso deslaço;

 

Eu te esqueço, então, me esqueça.

Já desisti em despedida...

Se não me tem eu te disfarço

E me arrependo de cansaço.



Em: 05 / 2007

domingo, 19 de abril de 2009

Setembro

A isto, chamo
rascunho pronto!..
Eu acordei, você ainda tava dormindo.
Foi no mês de setembro, eu me lembro,
Ainda sem classe te neguei um sorriso.
Você lá fora quieta e eu comigo assistindo
O teu programa nos teus olhos a brilhos,
Me sustentava calado, nem sequer sabia
O que se passava comigo.
Atento aos teus braços enquanto os teus lábios moviam,
Eu me sentia só e sobre os pés,
Nem sabia o que se passava comigo.
Você sentada no canto e eu no faz de conta
Não sabia o que se passava comigo.


Em: 05 / 2007

sábado, 18 de abril de 2009

Não Venha Me Dizer

[Parceria com RODRIGO SENA]

(Dm7+ G – C Bºm Bb G#7 E7)
[...] rascunho da letra pronta
para ser musicada!
Vou bater a porta,
Mas não apareça quando eu chegar

Vou te mandar bilhetes, e não me responda se chorar.

Hoje fico sozinho,
Não quero ninguém,
Nem medo, receio ou apreço de passar
Por teus olhos.

Ou te jogo na cara o que espero,
Algumas meninas diante de mim,
Me vendo tocar as canções que fiz pra você...

Não me casei, por medo de tentar
Quando precisei você não estava lá
E agora não venha me dizer que não fui bom o suficiente
Pra você.

Eu não posso expressar as saudades,
Os momentos que sinto quando me lembro
Que a gente não tem jeito e que nunca mais vai voltar.


Em: 05 / 2007