Nos moldes de como se fala, tentamos sempre de alguma forma ser dinâmicos. Tudo se modela aos olhos nus, conforme a liberdade; a verdade é integral, da criação à aberração. Somos um misto de tudo: de colunas, desabafos, programas, poesias, crônicas e conversas. Como toda poesia, parecemos experimentais, mas nos moldes carnais somos mais que aquilo que 'tá estampado aos olhos nus apaixonados.
quinta-feira, 12 de junho de 2025
Uma hora virá
terça-feira, 27 de maio de 2025
Espremido
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
Pai (Tio Savio)
segunda-feira, 12 de junho de 2023
Suporte
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Felicidade(?)
domingo, 30 de agosto de 2020
Vertigem
terça-feira, 14 de julho de 2020
Do pouco que se sabe
Cada ponta, pedaço de pele
Como o viciado, a cocaína, o obeso,
A comida
Por hora, o corpo age como se fosse
Cada pedaço da face que é tua, teus glúteos,
Basta que te veja, essa cintura
Esse desenho todo que custa aos olhos
Com a própria retina
Que seja teu o cheiro,
O que não se perca de vista,
E que se perca da minha vista.
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Bala de festim
segunda-feira, 6 de julho de 2020
A Passagem
terça-feira, 3 de setembro de 2019
Esse escuro
Humanidade...
A razão escura que toma conta da mente das pessoas,
Muda. A arrogância e essa ganancia toda, profunda,
Se afundam
Como barco de papel que boia n'água
Cristalina, de sabão
Ou da piscina de urina e cloro
(E sem despacio p'ra pensar e p'ra quem pensa)...
Essa escuridão toda desperta vontade,
Desejo, ansiedade,
Faz pensar em mergulhar
Descer até o fundo, esquecer (melhor quanto mais profundo)
Mesmo que não se possa respirar
Debaixo d'água, a mais imunda, como nesse ar de poeira
E sujeira.
A vontade que dá é de descer até o fundo
Ainda que não se possa respirar
Nem mais subir de volta,
Nem ver e rever quem mais se gosta
Ou o que se quer,
Tudo outra vez, mais uma vez
Ou lembrar da melhor parte disso tudo
Que se viveu até aqui
Como se não precisasse viver mais
Ou mais uma vez...
Não sei bem mais se há ou não vontade
De viver
Ou de seguir...
Mas, que o corpo pede ar, não vai aguentar,
Eu sei que pede...
Ele precisa de ar
Vai implorar, clamar piedade,
Suplicar p'ra respirar...
Só que ainda que essa poeira toda,
Essa sujeira,
Entupa os pulmões e engasgue
Essa vontade de viver, de novo, passa...
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Hoje Vida
Aflição aflita...
Parece crise, essa vida de hoje em dia
Bem esquisita.
As pessoas, a fôrma, a forma
Das desculpas que não colam
A justa forma que não justifica.
Essa vida que apanha mais do que explica de si
E se explica...
Cega retina, magoa
A ferida que pede remédio
Não sara e nem pede p'ra nascer.
Essa vida de hoje estuprada
Bela e vilipendiada
É vida
Ainda que o Mundo peça
Sem culpa (ou pedir desculpas)...
A vida de hoje, esse gente toda que vive
E agride
Nega o que diz
E disse...
terça-feira, 26 de junho de 2018
A la Francisco
Queixar-se, aludir... Sua voz despiu-se e seguiu no horizonte.
Outra ou de uma vez só, por descuido, meu
Ou pelo excesso de cuidado
Tranquilidade...
Nesta estampa de carne, pele
Sua imagem, desenho, não contemplam
Nem são contemplados pela paisagem que se forma
Na lembrança dos que ficam...
Essa coisa de filho, pai,
Avô...
Se presságio, é a parte que cabe desse lado de cá que busca alívio
Faz sentido haver história, raiz,
A matriz do resto de muitas vidas
Ou do iniciar de muitas matizes...
Um dia no sobrenatural do ser, haver,
Ali estar
Diz-se meu, nosso, fazer sala
Visita ou simplesmente chamar pelo nome
Se serei...
Estarei na zona de conforto do que havia
Pra esquecer do mundo...
O carinho pelo nome que chamava,
Repetia duas sílabas, como aprenderá
Na infância, criança com esperança de atenção
Colo,
Não será bem o mesmo
Neto...
Esses anos todos, ser, essência
Ou essa forma divina de haver
No seu lado ser
Eu
E aquela parte que lhe cabe
Especial, só teu...
Essa parte vi, ser, fui parte
O estado da arte na parte que lhe coube,
Partir e estar ao restante das horas, tempo
Que a mente, sã, fraca, lúdica
Der lembrar!
sábado, 10 de março de 2018
Francisco
Ou se o fim tem um pouco mais
De tempo...
A descrença na vida
Eterna, até que a pele não doa
Não sinta, a carne
No cristão que se ascendeu, tem um tempo
Enquanto pôde...
A que assiste ao forte
Que derrete feito gelo, esparge
Como areia em meio ao tempo
Sem deserto
Impiedoso aos olhares mais de pena
Que piedade...
A cada passo que se dá,
Que se toma,
A idade, esperança
Até que entenda o que se passa
Que se lê na mente sábia
Muita idade, histórias
E justiças mal contadas...
A saber se se trata de ansiedade
Medo, receio, saudade
Se há vontade de rever gente linda do passado
Ou tristeza
Na certeza dessa gente
(De agora, carne e pele)
Querida, bem-vinda, que tolera
Conversa, ri, espera (...)
Não estará assim tão perto como
De costume
Ou se essa gente sentirá
O vazio no espaço
Deixado no findar da sua partida...
sábado, 7 de outubro de 2017
Matéria
Dorme, experimenta, oscila
O ócio que cria, dia sim
O apreço à sorte
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Tivera que perder
Como se tivera a frente,
Viera, viveu e abriu a porta de casa
Forma e fórmula próprios de fazer sentido
Saudade de todas as formas,
De como as obras obram,
Lembra e só, como viver
Toda essa sede de viver cada linha
Fosse proibida.
A sala sem luz recorda
O melhor da meia forma
Ou a pior a qual havia de viver
À deriva
Como havia de ser o futuro
E viveu
Como se houvera de voltar
Tivera que ficar
Que o próprio tempo cuidou de ter
Para que cada minuto, no futuro
Fosse apreciado como foi vivido no passado.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Idade
A pele já não é a mesma, a cor, derme.
O cheiro muda, o tato, tocar,
A qualidade do pegar e a forma capiciosa
De sentir o áspero, o frio,
O cru...
A idade faz mal com o passar,
Com o caminhar da própria idade.
Uma vida que era de pele lisa
Cobre-se por uma camada de rugas,
Como se trocasse de pele feito cobra.
É a fase do aceitar...
Aceitar-se ou reinventar
Visual, história, idade...
Abrir mão da própria idade
Ou da maquiagem
Que agora prova que a própria pele
É o resultado mais difícil de aceitar
Da vida intensa
Ou tranquila (que se entregou ao mero esforço de passar).
Mais do que fios
Embranquecidos
Ou pelos negros que já se foram,
Mais do que a vista ruim,
Do que a surdez
Ou da falta de rigidez da fala.
Talvez a falta de memória
Demência ou Alzheimer
Seja o melhor remédio para a pele
Que sofre de idade.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Vício
Sentimento estranho, somestesia
Essa tua voz, cheiro,
A forma das tuas formas
E essa tua mania de fazer aposta...
Um sentimento que me é estranho
Esqueço do mundo
Astuto, assusto
Desejo afora do que sinto.
E não me perguntasse
Nem respondesse, nem questionasse
Nem explicasse o que tampouco
Sei
Ainda que não saiba...
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Utilitário
De ideias diluvias
Que navegaria nas asas de um mar que voa,
Que padece respirar água doce
Enquanto toca um barco
Em meio a um vendaval qualquer,
Que pudera servir de peneira
Arteira
Deveras alheio seria...
Diferente haveria de ser.
Sobre o mundo das coisas, a cabeça de cada
'Enquanto pudera ser' do mínimo instante
De cada pessoa
O pedacinho útil da leveza do ser
Utilmente seria
Utilitário.
Haveria açúcar bem no meio do mar, azul
A espelhar a imensidão do céu
De poucas nuvens
Que tentam imitar o ar e, de tanto tentar,
Brancas se espaçam feito algodão
Na imensidão azul que fazem parte...
Se úteis haveriam ser
Enquanto inúteis assim que pensassemos
No Mundo como um pedaço da soma de tudo que serve
Para servir, talvez, não haveria
Gana, grana, granada,
Groelândia ou a placa na grama do vizinho
Proibindo qualquer útil de pisar
Ou de ser inútil.
E haveria
Talvez terra de grãos de ar
Sementes dispostas a germinar...
Um inútil a tentar ser o seu próprio útil
Na sua incansável sede de viver
E de provar para si mesmo que o inútil
Não está em tudo aquilo que não se tenta.
terça-feira, 14 de março de 2017
Fale
Ao menos, lembrem, importem,
Se importem como queiram...
Quisera, viera, pelo menos
Abrace cada pedaço que lhes pode
Como se não coubesse a parte que lhes cabe.
De mim, de si, de nós
Todos os demais, de alguma forma,
Importa a voz que diz
Assola, consola, se importa
Importe-se, importe...
Se mal, bem de mim, pelo menos
Ao menos cada pedaço cabe
Demais, de alguma forma, assola
Quisera, viera,
Fale como se não coubesse a parte que se pode.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Quisera bela
O que há por trás, intrigante, esse teu pedaço
Luz própria...