terça-feira, 3 de março de 2009

Por Uma Outra Direção

Eu quero ler os livros que comprei e não li,
Quero montar frases...
Impossível decifrar
Quais palavras me fazem montar um quebra-cabeça
Que contém o teu nome
E saber onde estamos.
Quero que me convenças
E que me leves para onde vamos.
Os galhos, estirados no chão, d’uma árvore morta
Apontam para aquela direção,
Saindo por aquela porta.



Em: Segundo semestre de 2003

segunda-feira, 2 de março de 2009

A Minha Infância

Linda luz, ilusão que desapareceu!
Não fazia idéia do suor no espelho...
Uma fotografia da semana passada, nele pregada
Disse tudo o que acontecera depois daquela data
Luz, ilusão linda que escureceu!
Fez tempo que no meu peito sangue não jorrara...
Quis acreditar que tudo é objeto do passado,
Tentei fazê-lo, mas não consegui... Quase nada,
Senão jogos, idéias de ilusão e farra.
Quase acreditei que ainda sonhava
Quando a minha infância estava
Exposta à porta da calçada.



Em: 09 / 12 / 2003 – 20:40

domingo, 1 de março de 2009

No Amanhecer

Quero uma almofada pra amortecer o que sinto
Quando vejo um casal se beijando,
Uma máscara pra esconder o que recito,
Quando lembro do primeiro beijo,
Ou uma película pra rever o filme
Que encenamos em uma varanda
No amanhecer.
Quero um lençol pra ser usado como tanga,
Manchado de batom vermelho
Por pretexto a conseguir prever
Uma palavra que me convença
De que o que passou não se podia prever ou crer.



Em: 09 / 12 / 2003 – 20:40

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Horas e Dias

Escrevo-te pra sentir o que sinto,
Ver-te outra vez e não te dizer o que preciso, realmente...
Eu minto.
Retiro palavras nítidas que diriam isso que sinto...
Eu finjo.
Escrevo-te pra esconder a mágoa que trago por ter fugido,
Por talvez ter sido tímido quando se precisava.
Eu pressinto
A alvorada que talvez me empurre num precipício...
E preciso
De alguém que me faça feliz como me fizestes naquele acontecido.
Escrevo-te só pra te dizer o que talvez não deveria...
Eu peco
Em continuar sentindo nada mais do que o nada
Depois de tudo o que sentira.
Quero uma ansiedade que me traga horas e dias
Sem me dizer uma possibilidade de chegar onde estás.


Em: 09 / 12 / 2003 – 1:10 AM

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tão dramático

Neste espaço te dedico algumas frases de cansaço...
Você não faz idéia desse cansaço... Sabe, ando muito exausto!
Ando pobre, sem compasso, sem charme comigo mesmo.
Ando sujo, pálido... Ía dizer imundo, mas retruco, p'ra que nada pareça
Tão dramático.

Eu amava demais, só que esse amor desandou depois de tantas
Séries de destratos.
Tanto que até o meu desabafo virou drama ou motivo
P´ra me chamar de dramático.

Dramático: esta é a palavra que a define, que me define,
Que tudo define e tudo resume, resumindo tudo isso 'num só drama.
O drama, então, a minha vida e a vida das pessoas...
Eu precisando delas e das minhas coisas. E ela, achando pouco.


Em: 12 de janeiro de 2009, 19h30...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eu Não Te Quero de Outro Jeito

Me dói lembrar, ter que imaginar que tentei...

Tudo se vai num silencio insano,

Sinto um medo de mim mesmo!

Quase me joguei aos teus pés com receio:

Te ver em outros braços se dando

Sussurrando loucuras, língua e carne.

Eu não te quero de outro jeito,

Nessa hora eu te rejeito

E te esqueço, nem sequer te desejo mais.

Às vezes te odeio... E me jogo num poço de ansiedade,

Já que não te amo tanto o quanto digo que te amava.



Em: maio de 2007...

Das Canções Que a Gente Ouvia

Ainda espero que me espere;

Me receba da minha forma e à minha falta.

Ainda te faço como te fiz

E sei que nossa distancia é o teu despedaço.

Não finja despedida, ou não me queira,

De verdade eu sei que tua ida

É um mar de disfarce, é o teu estresse,

Tua azia.

Portanto, me receba e não escreva

Uma unha encravada em tua ferida,

Não disfarce para si mesma a tua agonia,

Não me afogue num mar de lembranças

Das canções que a gente ouvia.



Em: maio de 2007...