Nos moldes de como se fala, tentamos sempre de alguma forma ser dinâmicos. Tudo se modela aos olhos nus, conforme a liberdade; a verdade é integral, da criação à aberração. Somos um misto de tudo: de colunas, desabafos, programas, poesias, crônicas e conversas. Como toda poesia, parecemos experimentais, mas nos moldes carnais somos mais que aquilo que 'tá estampado aos olhos nus apaixonados.
sábado, 18 de abril de 2009
Não Venha Me Dizer
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Quando Sentir o Cheiro do Teu Intimo Perfume
Vá! Já não te faço juras mortas,
Nem quero passar pelo mesmo vendaval.
Me deixa aqui com os meus discos e cadernos
Pra ouvir e escrever quando me lembrar.
E os meus amigos, eles não têm culpa,
Nem os insulte ao te cumprimentar,
Mas não te nego: vou me lembrar de cheio
Quando sentir o cheiro do teu íntimo perfume.
O meu cume será a paz do teu silêncio.
Não me procure quando te sentires morta
Porque mesmo que ainda sinta um nó no peito
Vou seguir o meu caminho do meu jeito.
Mesmo que aceites o meu íntimo perfeito
Terei receio do teu humilde carnaval...
Se me vieres, que me escondas das tuas culpas,
Que eu já não quero teus recados em minha porta.
Em: 28 / 06 / 2007 – 11:45
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Aos Meus Pés
Mandei te deixar lá na central
Pra ver se você pára com esse vai e volta.
A tua felicidade é minha angústia
Mas você não se toca...
Você mente, fede... Você é feia
E me abandona...
Como se me fizesse diferença, alguma,
Logo depois você volta e bate a porta
Pra depois ir embora.
Você se veste de nua pra mim
Apesar de que as tuas curvas me incomodam...
Se elas pelo menos não fossem fingidas...
Em seguida, você se esconde,
Me joga no poço com teu cheiro sujo.
Sem mais, percebo que é imunda
Igual às outras, com o mesmo pecado
E a imundice do mundo,
De juras e promessas falsas.
Você é mulher, indiferente
Com os mesmos tropeços, atropelos
E trapaças...
Você é falsa, de corte à navalha,
Esnoba, rejeita, nega e chora,
Depois se joga como uma cretina
Aos meus pés. E, de novo, bate minha porta.
Em: 26 / 06 / 2007 – 14:45
quarta-feira, 15 de abril de 2009
O Que Levo Comigo
Como te quero por aqui
Pra ver como é te sentir de perto,
Talvez ainda duvide, apesar de já saber que te quero.
Quero saber a forma que tem
Aquilo que me deixa de bem...
Como te desejo por aqui!
É sempre assim, ao certo, o que levo comigo,
Mas o céu ficou cinza, desde que a gente se fez distante.
Mesmo estando longe eu senti algo diferente por aqui
No tardar da ultima noite.
Às vezes me sinto tão esperto... E tão sincero.
É difícil te deixar por aí
Não sei se ainda fico por aqui
Não vou desistir assim
Apesar de tudo ter que ainda ficar como está.
Em: 03 / 2005
sexta-feira, 13 de março de 2009
Querer
Onde a terra não se encontra
Sem querer te encontrei
Pois já não via caminho.
Queria estar contigo, te ter,
Mas não consegui, sequer te quis...
Enquanto o vento ta soprando do leste
Eu me viro pro sul
E a brisa que vem desse cais que me propões
Já não faz do teu mar tão azul, com aquele tom,
Que tanto queres
O que fiz foi apenas tentar te querer
Apesar de nunca querer ter te magoado
Essa noite fiz um sonho por ti, não por nós.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Por Não Ver Nas Outras
Finjo não parecer aflito...
Hoje uso roupas debaixo do chuveiro
E ponho gelo pra esquentar o frio dos lençóis...
Quero um isqueiro para apagar a fome de distancia
E uma nuvem para pôr brilho no temporal de muitos sóis.
Quero uma vida pra me livrar do velório
Que fiz por não ver nas outras os teus olhos,
A tua voz fina que me chama de “bobo”.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Água e Terra
Mãe eterna, feita de terra, água e pedra
Oh! Querida mãe... Eterna!
Se me amas faça-me crer que não és
Apenas água e terra.
Sei que és maestra,
Que reges as matas os sons,
Os grãos as terras,
Seu próprio povo ao sacrifício da nova era.
Todavia madre, si no eres la solución qué esperas
Para mi, dime entonces que puedo hacer al pueblo de mi tierra,
De su tierra,
Ya que ni ellos saben quien son.
