sábado, 18 de abril de 2009

Não Venha Me Dizer

[Parceria com RODRIGO SENA]

(Dm7+ G – C Bºm Bb G#7 E7)
[...] rascunho da letra pronta
para ser musicada!
Vou bater a porta,
Mas não apareça quando eu chegar

Vou te mandar bilhetes, e não me responda se chorar.

Hoje fico sozinho,
Não quero ninguém,
Nem medo, receio ou apreço de passar
Por teus olhos.

Ou te jogo na cara o que espero,
Algumas meninas diante de mim,
Me vendo tocar as canções que fiz pra você...

Não me casei, por medo de tentar
Quando precisei você não estava lá
E agora não venha me dizer que não fui bom o suficiente
Pra você.

Eu não posso expressar as saudades,
Os momentos que sinto quando me lembro
Que a gente não tem jeito e que nunca mais vai voltar.


Em: 05 / 2007

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quando Sentir o Cheiro do Teu Intimo Perfume

Vá! Já não te faço juras mortas,

Nem quero passar pelo mesmo vendaval.

Me deixa aqui com os meus discos e cadernos

Pra ouvir e escrever quando me lembrar.

E os meus amigos, eles não têm culpa,

Nem os insulte ao te cumprimentar,

Mas não te nego: vou me lembrar de cheio

Quando sentir o cheiro do teu íntimo perfume.

O meu cume será a paz do teu silêncio.

Não me procure quando te sentires morta

Porque mesmo que ainda sinta um nó no peito

Vou seguir o meu caminho do meu jeito.

Mesmo que aceites o meu íntimo perfeito

Terei receio do teu humilde carnaval...

Se me vieres, que me escondas das tuas culpas,

Que eu já não quero teus recados em minha porta.



Em: 28 / 06 / 2007 – 11:45

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Aos Meus Pés

Mandei te deixar lá na central

Pra ver se você pára com esse vai e volta.

A tua felicidade é minha angústia

Mas você não se toca...

Você mente, fede... Você é feia

E me abandona...

Como se me fizesse diferença, alguma,

Logo depois você volta e bate a porta

Pra depois ir embora.

Você se veste de nua pra mim

Apesar de que as tuas curvas me incomodam...

Se elas pelo menos não fossem fingidas...

Em seguida, você se esconde,

Me joga no poço com teu cheiro sujo.

Sem mais, percebo que é imunda

Igual às outras, com o mesmo pecado

E a imundice do mundo,

De juras e promessas falsas.

Você é mulher, indiferente

Com os mesmos tropeços, atropelos

E trapaças...

Você é falsa, de corte à navalha,

Esnoba, rejeita, nega e chora,

Depois se joga como uma cretina

Aos meus pés. E, de novo, bate minha porta.



Em: 26 / 06 / 2007 – 14:45

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Que Levo Comigo

Como te quero por aqui

Pra ver como é te sentir de perto,

Talvez ainda duvide, apesar de já saber que te quero.

Quero saber a forma que tem

Aquilo que me deixa de bem...

Como te desejo por aqui!

É sempre assim, ao certo, o que levo comigo,

Mas o céu ficou cinza, desde que a gente se fez distante.

Mesmo estando longe eu senti algo diferente por aqui

No tardar da ultima noite.

Às vezes me sinto tão esperto... E tão sincero.

É difícil te deixar por aí

Não sei se ainda fico por aqui

Não vou desistir assim

Apesar de tudo ter que ainda ficar como está.



Em: 03 / 2005

sexta-feira, 13 de março de 2009

Querer

Lá em algum lugar
Onde a terra não se encontra
Sem querer te encontrei
Pois já não via caminho.

Queria estar contigo, te ter,
Mas não consegui, sequer te quis...

Enquanto o vento ta soprando do leste
Eu me viro pro sul
E a brisa que vem desse cais que me propões
Já não faz do teu mar tão azul, com aquele tom,
Que tanto queres

O que fiz foi apenas tentar te querer
Apesar de nunca querer ter te magoado
Essa noite fiz um sonho por ti, não por nós.


Em: Segundo semestre de 2004

quinta-feira, 12 de março de 2009

Por Não Ver Nas Outras

Assistindo ao teu retrato, pregado no espelho do quarto,
Finjo não parecer aflito...
Hoje uso roupas debaixo do chuveiro
E ponho gelo pra esquentar o frio dos lençóis...
Quero um isqueiro para apagar a fome de distancia
E uma nuvem para pôr brilho no temporal de muitos sóis.
Quero uma vida pra me livrar do velório
Que fiz por não ver nas outras os teus olhos,
A tua voz fina que me chama de “bobo”.


Em: Primeiro semestre de 2005

quarta-feira, 11 de março de 2009

Água e Terra

Oh! Minha velha e querida amiga
Mãe eterna, feita de terra, água e pedra
Oh! Querida mãe... Eterna!
Se me amas faça-me crer que não és
Apenas água e terra.
Sei que és maestra,
Que reges as matas os sons,
Os grãos as terras,
Seu próprio povo ao sacrifício da nova era.

Todavia madre, si no eres la solución qué esperas
Para mi, dime entonces que puedo hacer al pueblo de mi tierra,
De su tierra,
Ya que ni ellos saben quien son.


Em: Primeiro semestre de 2004