terça-feira, 28 de abril de 2009

Vida em Jogo

O que sinto é a insistência do teu tempo,
Lembrar que tou provando a brisa de outros ventos...
Esse meu destino de cegar os olhos desatentos
Vai de encontro a todos, como se eu fosse
Um mero personagem de jogo.

Fingir provar o cinza discreto do céu
E dar um véu de presente
Minando o óbulo do sentimento
Me mostra o jogo da vida, os sentidos da razão,
Gostar mais de si, mesmo mostrando que não...

É ser traído por si mesmo,
Fugir dando satisfação,
Depois seguir o próprio caminho
O qual ainda existe chão.


Em: Algum momento de 2003...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

E Quando Eu Morrer

[Parceria e poesia de S7, Shauara Davi]


(A7+   Am7/9 D7+     D7/9    Dº)

POESIA NÃO AUTORIZADA PARA DIVULGAÇÃO...



Em: 2006 – 24 / 05 / 2007

(Solicitação de Não-Divulgação: 30 / 05 / 2009)

domingo, 26 de abril de 2009

As Rosas Que São Flores

Te vi viajando pela via láctea

Enquanto teus olhos miravam

O céu e sua imensidão...

Dá pra ver a inveja, o desespero

E a decepção que sentes

Quando vês que si mesmo

Se deixou vencer pela incapacidade

Que temes

E gemes de dor com os espinhos

Das hastes das rosas

Mesmo elas sendo flores,

E mesmo as cores da farda

Que veste o teu corpo te incomoda,

Te traz horrores...

Eu não entendo essa tua beleza que te causa dores!

Não sabes da tua genialidade

De conquistar e fazer amores?



Em: 05 / 2007

sábado, 25 de abril de 2009

Cada Pôr de Sol

Algum dia já fui omisso?

Fui reprimido pelos braços da incerteza.

Algum dia já fui discreto?

Tive medo de tanta clareza.

Já não posso ao teu suor distante,

Isso me faz ser menos eu

E apelo a um romantismo exacerbado

Quando o espero mais num presente teu...

Já não me visto tão extravagante.

O sol me queima mais que antes

E as coisas simples são ainda as mais importantes;

Aos poucos tudo é menos derrapante

Mas há o que é incerto e distante,

E nem tudo é pescado com fio de anzol.

Coisas que você diz deixam-me conflitante,

Apenas faço valer cada pôr de sol.



Em: Primeiro semestre de 2005

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A Sina do Medo de Quem Sonha

Uma voz de homem feito

Quando criança jurava

Para si que assim não o seria,

Que não se decepcionaria como ontem,

Quando descobrira que assim

Como hoje também o poderia.

Acordara zangado

E sonhara acordado...

Só não acreditara que o que

Tanto buscara e pela qual lutara

Ainda não acontecera...

Se é que lutara.

Quis pular de um precipício,

Desejou fogos de artifício, chorou por não tê-los

E se jogou de si mesmo,

Porém esquecera de ter o que quis:

De ser feliz por brigar pelo que sonha.



Em: 05 / 2007

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Lua Que se Escondia

Vamos brigar um pouco mais

Em forma de poesia!

Vamos fazer o que há tempos não se fazia!

Vamos tentar ser mais breves

E tomar banho de água fria!

Vamos dizer palavras leves

Que é pra quebrar a rotina.

 

Vamos pôr fogo no nosso limbo:

O que há tempos não se via...

Vamos ser sujos e exagerados

Que é pra quebrar a rotina!

Vamos abusar da grosseria,

Vamos descobrir nossas mentiras,

Vamos pagar pelo pecado

Da lua que se escondia.

 

Vamos ser podres e indignados,

E mais um dia que se esquecia...

Vamos nos jogar aos nossos pés

Até que o perdão nos esfrie.



Em: 23 / 04 / 2005

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Obrigado!

[...] rascunho original, ainda hoje
inacabado...
(D7+   D7)
Obrigado pelos dias difíceis!
Pelo prazer, a traição de outro corpo, a libido,
Pelos ouvidos de aço e de seda
E por sentir o aroma de um tempo à tristeza,
Obrigado! Obrigado!

(G        Gº ...)
Obrigado pelas tentativas, pelo amor que não sinto!
O meu corredor de chuvas de amores incompreendidos...
Ainda me lembro de quando tentava,
Cada vez mais te esquecia, te contestava.

[...] segundo rascunho!
(...) [EM FASE DE EDIÇÃO]
Obrigado pelos momentos de sono e enfado!
Outros de loucura inculpada, inocente!
Mas queria que houvesse chance, uma...
Por mim, não te daria somente um
Obrigado!


Em: 05 / 2007