Nos moldes de como se fala, tentamos sempre de alguma forma ser dinâmicos. Tudo se modela aos olhos nus, conforme a liberdade; a verdade é integral, da criação à aberração. Somos um misto de tudo: de colunas, desabafos, programas, poesias, crônicas e conversas. Como toda poesia, parecemos experimentais, mas nos moldes carnais somos mais que aquilo que 'tá estampado aos olhos nus apaixonados.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O Pecado da Solidão
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Por um Instante
Bem naquele instante
Você me tirou de um mar sem fim, profundo,
Sem saber quem eu era e o que tinha,
Cheio de vontades...
Eu já me sentia seguro contigo.
Enxerguei a chance que me dava com os olhos
Você tinha medo de saber o que havia,
Me ouvia com tudo o que tinha no corpo
Teus olhos trêmulos e teu cabelo
Solto já me diziam
Que você ‘tava aprendendo a gostar
E que tava gostando de mim.
Em: Iniciado em 17 / 01 / 2008; finalizado em 14 / 05 / 2009 – 10h57
terça-feira, 19 de maio de 2009
Enquanto Fingia que Aprendia
Nós, brincando de fazer arte,
Não me disseram em que parte acertamos
Ou erramos.
Éramos adolescentes, tímidos
E cúmplices de nós mesmos...
Um dia qualquer,
Na minha, fingia que aprendia
Ouvi que era o único!
Você não me disse,
Mas fez de conta... E se abriu
Para os meus ouvidos.
Em: Segundo semestre de 2008.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Dessa Vez, Não!
Tentaram me deixar na merda...
Tentaram. Mas o que há de errado se não conseguiram?
Me transvestiram de ácido, fizeram caso
E me afastaram o medo do novo.
Queriam que eu queimasse seu rosto,
Pediam que o fosse numa sacristia...
Mas que pederastia!
Ajoelhavam-me ao ódio e ao descaso
Só que o que me restara foi o cansaço.
Mas que pecado, não? Eu sair são!
Eu, ajoelhado em grãos, até dormi no chão
E ainda queriam que eu pedisse perdão
Dessa vez, não!
Em: 06 / 04 / 2009 – finalizado por volta das 00hs
domingo, 17 de maio de 2009
Até Quando Tudo Vale
Deixa errar, mudar,
Acontecer,
Deixa ser, mesmo que assim seja
Com tanta certeza...
Deixa esquecer, até um dia voltar a ser
E querer ancorar ali no mesmo lugar.
Mas não sei se estarei lá
Quando esse dia chegar.
Deixa cantar, desabafar...
Deixa jogar fora o bem pouco que valia,
Dizer, mostrar o porquê.
Até onde se sabe fazer valer o que vale
O valor que tudo tinha.
E se vai...
(Mas não sei se estarei lá
Quando esse dia chegar.)
Em: 06 / 04 / 2009 – 00hs
sábado, 16 de maio de 2009
Uma Graça
Só uma vez, uma!
Daquelas que se disfarçam
Na frente de todo mundo
Chegar em casa, achar graça...
Eu não presto, sem futuro!
P’ra mim, você diz p’ra todo mundo,
Bate na minha cara e alisa
E depois diz que ‘tá cansada.
Brincadeira de exausta?
É melhor tirar a barba,
Sair de casa.
Talvez eu passe na tua
P’ra te pegar pelos braços,
Te levar ao meu carro,
Sair por aí, dar risadas
E te deixar sem graça.
Em: 01 / 04 / 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Uma História que se Repete
(...) E se começa uma fase
Mais uma velha nova, daquelas que casa,
Engana, mata e depois castra
E joga fora p’ra não deixar rastro.
Essas pegadas na areia... São histórias!
Pisadas, tapas, trapaças,
Imagem de dois rolando nus
Uma princesa e um babaca
Enganada, deu a virada
Sem mentiras nefastas, se foi
Viu que o céu mudou de cor
E voltou...
Em: 06 / 04 / 2009 – 00hs