quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Pecado da Solidão

[Parceria com Rodrigo Sena]

Quando leio as coisas que sem razão
Escrevi, choro. À luz de vela faço
Uma novena em forma de prece
Para que volte.

Pus os pés naquele mar sujo
E vi o Mundo desabar sobre minha
Cabeça, como uma forma de castigo
Por ter deixado você me deixar.


Em: 14 / 05 / 2009 – 01h24

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Por um Instante

Bem naquele instante

Você me tirou de um mar sem fim, profundo,

Sem saber quem eu era e o que tinha,

Cheio de vontades...

Eu já me sentia seguro contigo.

Enxerguei a chance que me dava com os olhos

Você tinha medo de saber o que havia,

Me ouvia com tudo o que tinha no corpo

Teus olhos trêmulos e teu cabelo

Solto já me diziam

Que você ‘tava aprendendo a gostar

E que tava gostando de mim.



Em: Iniciado em 17 / 01 / 2008; finalizado em 14 / 05 / 2009 – 10h57

terça-feira, 19 de maio de 2009

Enquanto Fingia que Aprendia

Nós, brincando de fazer arte,

Não me disseram em que parte acertamos

Ou erramos.

Éramos adolescentes, tímidos

E cúmplices de nós mesmos...

Um dia qualquer,

Na minha, fingia que aprendia

Ouvi que era o único!

Você não me disse,

Mas fez de conta... E se abriu

Para os meus ouvidos.

 


Em: Segundo semestre de 2008.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dessa Vez, Não!

Tentaram me deixar na merda...

Tentaram. Mas o que há de errado se não conseguiram?

Me transvestiram de ácido, fizeram caso

E me afastaram o medo do novo.

 

Queriam que eu queimasse seu rosto,

Pediam que o fosse numa sacristia...

Mas que pederastia!

 

Ajoelhavam-me ao ódio e ao descaso

Só que o que me restara foi o cansaço.

Mas que pecado, não? Eu sair são!

 

Eu, ajoelhado em grãos, até dormi no chão

E ainda queriam que eu pedisse perdão

Dessa vez, não!

 

 

Em: 06 / 04 / 2009 – finalizado por volta das 00hs

domingo, 17 de maio de 2009

Até Quando Tudo Vale

Deixa errar, mudar,

Acontecer,

Deixa ser, mesmo que assim seja

Com tanta certeza...

 

Deixa esquecer, até um dia voltar a ser

E querer ancorar ali no mesmo lugar.

Mas não sei se estarei lá

Quando esse dia chegar.

 

Deixa cantar, desabafar...

Deixa jogar fora o bem pouco que valia,

Dizer, mostrar o porquê.

Até onde se sabe fazer valer o que vale

O valor que tudo tinha.

E se vai...

 

(Mas não sei se estarei lá

Quando esse dia chegar.)



Em: 06 / 04 / 2009 – 00hs

sábado, 16 de maio de 2009

Uma Graça

Só uma vez, uma!

Daquelas que se disfarçam

Na frente de todo mundo

Chegar em casa, achar graça...

 

Eu não presto, sem futuro!

P’ra mim, você diz p’ra todo mundo,

Bate na minha cara e alisa

E depois diz que ‘tá cansada.

 

Brincadeira de exausta?

É melhor tirar a barba,

Sair de casa.

Talvez eu passe na tua

 

P’ra te pegar pelos braços,

Te levar ao meu carro,

Sair por aí, dar risadas

E te deixar sem graça.

 

 

Em: 01 / 04 / 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Uma História que se Repete

(...) E se começa uma fase

Mais uma velha nova, daquelas que casa,

Engana, mata e depois castra

E joga fora p’ra não deixar rastro.

Essas pegadas na areia... São histórias!

Pisadas, tapas, trapaças,

Imagem de dois rolando nus

Uma princesa e um babaca

Enganada, deu a virada

Sem mentiras nefastas, se foi

Viu que o céu mudou de cor

E voltou...



Em: 06 / 04 / 2009 – 00hs