É que você é bem diferente.
Eu me empolgo com outro desejo,
Acho que bem distante do teu...
Você até tenta e esnoba,
Mas acaba abrindo o jogo.
Tua beleza é exótica
E tampouco interessa os detalhes dos outros.
Os padrões afora dos traços marsupiais
São pequenos detalhes, que, bem observados,
Arrepiam...
Fala tão pouco querendo falar,
Descreve os desejos sensatos e íntimos
Da noite p'r'o dia, da areia p'r'o mar
E logo depois, joga a razão fora,
Se perde, se justifica
E indica uma luz bem distante
P'ra arrumar motivo
E virar um ser que ri e volta
E depois chora.
Nos moldes de como se fala, tentamos sempre de alguma forma ser dinâmicos. Tudo se modela aos olhos nus, conforme a liberdade; a verdade é integral, da criação à aberração. Somos um misto de tudo: de colunas, desabafos, programas, poesias, crônicas e conversas. Como toda poesia, parecemos experimentais, mas nos moldes carnais somos mais que aquilo que 'tá estampado aos olhos nus apaixonados.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Seu silêncio
Bacana é o vinho da beata
E tem quem queira encher a cara
Com o seu sangue tinto...
Engana de tão vermelho.
Na saida a exploram
E dizem que o preço que se paga pela vida,
É um gole suave,
Acho que voluntário, mas forçado,
Quase como seus litros de saliva
E descanso de pernas...
Ela não quer, arremate,
Mas não a faça esquecer, amante,
De que o verdadeiro prazer não se sente
Da carne pela carne,
Mas do encontro pervertido entre almas
Ambulantes.
Ela não paga quando quer
Ter o mesmo que um outro alguém procura
E se cansa em tanto tê-lo
No instante em que se incomoda
Com muito
E quem abusa, com tão pouco...
E tem quem queira encher a cara
Com o seu sangue tinto...
Engana de tão vermelho.
Na saida a exploram
E dizem que o preço que se paga pela vida,
É um gole suave,
Acho que voluntário, mas forçado,
Quase como seus litros de saliva
E descanso de pernas...
Ela não quer, arremate,
Mas não a faça esquecer, amante,
De que o verdadeiro prazer não se sente
Da carne pela carne,
Mas do encontro pervertido entre almas
Ambulantes.
Ela não paga quando quer
Ter o mesmo que um outro alguém procura
E se cansa em tanto tê-lo
No instante em que se incomoda
Com muito
E quem abusa, com tão pouco...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Ele e ela 1.1
(Proposta de continuação de "Ele e ela", Rodrigo Sena, 2005)
É interessante o que ela faz,
Ela esnoba enquanto ele se distrai
Nessa relação perdida!
Ela fala dos amores mal vividos e dos dias esquecidos,
Dos momentos, são, rompidos, que só ele
Não desfaz...
Ele sai por à procura de alguém,
Se distrai com alfazema doce e barata
Como em pouca vida ele viu e sentiu.
Não distorce a própria sorte, nem esnoba
Seu herói,
Enquanto ela julga o mal que ele não fez.
Faz um recorte da história...
De pouca obra
A ela não adianta dizer que ele sente
E também chora.
É interessante o que ela faz,
Ela esnoba enquanto ele se distrai
Nessa relação perdida!
Ela fala dos amores mal vividos e dos dias esquecidos,
Dos momentos, são, rompidos, que só ele
Não desfaz...
Ele sai por à procura de alguém,
Se distrai com alfazema doce e barata
Como em pouca vida ele viu e sentiu.
Não distorce a própria sorte, nem esnoba
Seu herói,
Enquanto ela julga o mal que ele não fez.
Faz um recorte da história...
De pouca obra
A ela não adianta dizer que ele sente
E também chora.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ansiedade adolescente
O que tenho em mim é ansiedade
Na mente, na alma, na vida desses dias.
Sinto uma vontade de te escrever algo, qualquer coisa
Num monte de folhas de caderno...
É a coisa dos tempos de escola!
Aquele amor juvenil, aprendiz,
Meio vagabundo, que sabe muito pouco
Do que quer da vida...
É sério, vai bem além da coincidência...
É arte moderna, dos livros de História
De adolescência quente que aflige a barriga fria.
É que não esperava, mas calado sigo sorridente!
Na mente, na alma, na vida desses dias.
Sinto uma vontade de te escrever algo, qualquer coisa
Num monte de folhas de caderno...
É a coisa dos tempos de escola!
Aquele amor juvenil, aprendiz,
Meio vagabundo, que sabe muito pouco
Do que quer da vida...
É sério, vai bem além da coincidência...
É arte moderna, dos livros de História
De adolescência quente que aflige a barriga fria.
É que não esperava, mas calado sigo sorridente!
Sentido contrário
Enquanto o mundo esfria
Recebo um monte de mensagens,
Leio tuas postagens, aquelas tentativas de julgar tudo o que falo,
'Me fazendo' à vontade
Todo tipo insinuado de 'falado' ou coisa incerta.
É como se fosse minha a tua vontade,
Na forma em que me rebate esse desejo;
Talvez uma enfermidade
Que diz ser minha, mas que é tua...
É mais tua do que o teu desejo de minha.
Acho que uma paz serve, na paz,
Um pouco menos de tortura e de sangue,
Um pouco menos de chicote e de tapa
Que também sirva de coragem
P'ra entender um pouco mais essa verdade que acredita.
Recebo um monte de mensagens,
Leio tuas postagens, aquelas tentativas de julgar tudo o que falo,
'Me fazendo' à vontade
Todo tipo insinuado de 'falado' ou coisa incerta.
É como se fosse minha a tua vontade,
Na forma em que me rebate esse desejo;
Talvez uma enfermidade
Que diz ser minha, mas que é tua...
É mais tua do que o teu desejo de minha.
Acho que uma paz serve, na paz,
Um pouco menos de tortura e de sangue,
Um pouco menos de chicote e de tapa
Que também sirva de coragem
P'ra entender um pouco mais essa verdade que acredita.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Depois de algumas tramas
Veio até aqui.
Sorridente, pareceu pálida
E em seguida se fez forte!
Tudo parecia inédito depois de algumas tramas...
Sentou, conversou e especulou
Sem que de nada soubesse.
Escondido, era tudo a mesma coisa
Mesmo diferente à luz dos olhos.
Passeou em segredo inocente,
No mais dos banais, que serviram de nada...
Dadaísta tanto quanto
Arrumar confusão no inferno.
E mais uma vez, sem motivo
Encontrou uma brecha que expusesse
A falta de moral, de paz,
Paciência...
Esnobou minha privacidade.
E ainda deu um tapa na cara,
Já sabendo que nada além do que se passara
Lhe abalaria.
Sorridente, pareceu pálida
E em seguida se fez forte!
Tudo parecia inédito depois de algumas tramas...
Sentou, conversou e especulou
Sem que de nada soubesse.
Escondido, era tudo a mesma coisa
Mesmo diferente à luz dos olhos.
Passeou em segredo inocente,
No mais dos banais, que serviram de nada...
Dadaísta tanto quanto
Arrumar confusão no inferno.
E mais uma vez, sem motivo
Encontrou uma brecha que expusesse
A falta de moral, de paz,
Paciência...
Esnobou minha privacidade.
E ainda deu um tapa na cara,
Já sabendo que nada além do que se passara
Lhe abalaria.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
É Ser Diferente...
Poucas vezes me vi
Fechando janelas, mesmo com tanto
O que ver, assistir!
É que nunca me fiz tão sozinho...
Os sonhos, bem dizer, estão falidos e a rotina
Vem e cobra o seu biz!
Andando com certas pessoas (erradas),
Invento trapaças pra não cair
Nas suas graças...
Fechando janelas, mesmo com tanto
O que ver, assistir!
É que nunca me fiz tão sozinho...
Os sonhos, bem dizer, estão falidos e a rotina
Vem e cobra o seu biz!
Andando com certas pessoas (erradas),
Invento trapaças pra não cair
Nas suas graças...
É que não se deve pedir bagagens de bobagens
Quando se quer ser alguém em meio
A tantos 'ninguéns'
Que apenas viajam ao redor de si mesmos...
Infeliz é ser diferente
E isso me dá calafrios...
Quando se quer ser alguém em meio
A tantos 'ninguéns'
Que apenas viajam ao redor de si mesmos...
Infeliz é ser diferente
E isso me dá calafrios...
Em: 21 de julho de 2009 - 21hs
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