quinta-feira, 17 de outubro de 2013

11:11

Era sempre o que o display da minha TV tinha para me mostrar.
Depois que você se foi, fiz uma infinidade de coisas!
Mudei pensamentos, minha vida, algumas filosofias, fiquei só,
Senti frio e tomei rumo...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Envelhecer antes que seja cedo

Fiquei feito pedra, duro, distante, com azia ainda no primeiro momento. Fui enganado pelo desejo adolescente que já não existe, questionado e aceito com uma mentira quase flagrante...

Não fui duro com ela, o fui comigo. Desapego-me muito fácil depois desse sofrimento todo, das voltas da vida, da reviravolta sem qualquer desejo, fatos acontecidos sem almejos, uma barbárie de coisas, como se cada dia ou sol nascido fosse um dia de trégua em uma prisão.

A vida parece uma carceragem, com vigilância, viaturas e uma sombra de fatos que te rodeiam. É como se houvesse um guarda o qual te vigia lá de cima ou uma enfermeira obesa e rude que olha para ti com ar sádico depois de te colocar em uma camisa de força...

Eu não posso chutar o balde justo agora, pisar o acelerador do carro com vontade ou perder o juízo em meio a uma multidão falsa de valores. Ainda que tenha vontade, ainda que enxergue isto como a mais pura e natural das soluções; ainda que canse do destino natural dos fatos e fatores.

Ainda que reconheça o erro, qualquer fatalidade, o desejo e a diferença entre sentimento e vontade, a dureza não está na mudança, no apoio inerte ou na sacanagem dinâmica. Mas, no envelhecer ainda na juventude e em uma vida cujo rumo foi traçado tão cedo... Quase ainda jovem, com os braços para trás, toda vez que me flagro pensando na vida, é como se eles estivessem algemados... Enganam-me, vez ou outra, quando penso que, de verdade, não poderei cruzá-los novamente.

Envelhecer dói, mas, sofrer as consequências da velhice precoce é que maltrata...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Passar

Tive medo, lembrei várias vezes e estou aqui,
Não quis mais te ver, te vi sem querer
E senti pelo que te fiz...

Te escrevi várias vezes, fui mais sem você,
Apesar de ter sido exatamente quem sou
Quando me transformo no outro alguém
Que desejava a cada instante.

Quando se está naqueles tempos lá de trás
Não se sabe o que é felicidade,
Não se interessa em saber,
Quando o desejo real é viver
E esquecer do que não era
Até que tudo passou a ser depois de ter você.

Depois de ter você... Bem daquela forma
Difícil de entender, de sonhar
E topar de vez em quando em diferenças
Que afastam e atordoam
Por apenas um instante...

Quase senti demais, bem daquela forma
De se arrepender e voltar atrás
Ou correr pela rua transtornado...
Bem daquele modo em que se pára alguns minutos,
Pensa em tudo e recorda que depois de um mundo,
Seja de coisas feias e alegres,
Ainda assim não se aproxima do ideal,
Não se remete a si mesmo
E pela história se apaixona...
(E eu não me apaixonei mais uma vez.)

Eu quis ter você, tentei mais um vez.
Pensei que consegui e fiquei triste por não ter.
De novo tudo o que devia
Ainda que não saiba de verdade
Se é este o meu desejo ou só vontade
Ver passar tudo passar
Essa coisa de tristeza e de remorso,
Essas coisas de história e desapego,
Toda coisa de passar e de passar,
Que haja então de ir embora
Tudo o que veio a passeio
E a passar.

Em: 03 de fevereiro de 2013.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Nada de poesias

Dentre todas as vontades, a minha é a mais esdrúxula:
Aventuras, um pouco de bravura,
A coisa da plenitude no ser, rasgada à faca,
E a sensatez de se estar maduro e intacto
Às tentações duras.

Já até pensei em pacto,
Cogitei o improvavel... Vivi a espera de uma chuva de fatos.
Sobrevivi à perdas, mágoas,
Um pouco de bondade que faz mal e que maltrata...
A dureza, o silêncio, nada de poesias ou magias
É remédio para curar pessoas de pessoas,
Dos nossos filhos ao vizinho de quarto de motel.

A espera, há de se ter pena de quem vive dela,
Para ela, por dela, na direção contrária
À medida que tem que ser. Não daquela que dá choque,
Todavia, da ranzinza suicida, a qual insiste em estar com o nariz
Não onde não é chamado, mas, naquilo que
É Tentado.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tudo não passa de saudade

O mundo é mítico, metódico...
O sentimento, uma ilusão abstrata do concreto
O qual se está bem a frente.
Mas, suas fixações espalham-se ao vento
Dentro de seus métodos mais perspicazes
De fraqueza, dureza e afinidade.
O mundo é frágil por que é completo de pessoas
Que, frágeis, flácidas e com suas saudades,
Dizem que não voltam, se vão e voltam atrás...

Não é complicado falar de sentimento
Ou senti-lo nas suas formas flácidas!
Os momentos são as intersecções que existem
Entre as pessoas e o que elas sentem por entre elas mesmas.
Na verdade, tudo não passa de saudade,
Vontade de senti-la no seu metódico fino
Gesto de gentileza e de bondade com a própria carne
Que, com desejo, sai para devorar a fragilidade alheia.

Devora e volta atras.

Em: 01 de janeiro de 2013, às 04h48.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A maquiagem

Experimentei... Provei do teu ar fino, perdi a lucidez.
Quieto, bem na minha, observei teus olhos bem atentos
Cada gesto de frente p'r'o espelho.
Hoje, ele mostra que aprendeu contigo
Sobre o verdadeiro ar da pura beleza que se corteja.

Hoje, eu não lembro bem de ti.

Cada vez mais em cada minuto que se via,
Enquanto se penteava, se embelezava, eu te olhava de longe, distante, ali na minha
Sempre tentado a estar cada vez mais perto...
E o desejo cada vez mais distante.

Desejei a todo instante,
Insaciado...

Em: 05/06 de novembro de 2012.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Prosa perdida

Te espero como em cada hora,
Em cada mentira que finge ser verdade
Tal qual as aventuras que parecem vaidade.
Enxergo a paz como quem idealiza um sonho
De criança que chora o doce roubado
Sem maldade.
Longe do susto
Sacio com os teus olhos,
O teu insulto em cada resposta, ainda que breve,
Talvez carente, acho que infindo... Infinito
Sinto que é verdadeiro!
É como se tudo fosse dono do seu próprio tempo
Dando adeus e bom dia
Perdido dias mais a frente...
Quando o imaginário se faz presente e
Mescla o ceu negro cheio de estrelas
Com o azul claro e quente, raia e desperta
A vontade de ser de qualquer individuo
No infinito de si mesmo.