domingo, 24 de julho de 2016

Outra vez (a culpa minha)

Outra vez, nos mesmos detalhes
Com o mesmo requinte de tortura
Essa cadeia que dura, tem um tempo...

A mesma falta de carinho, de cuidado
O desejo exagerado de si,
O jeito próprio de fazer tudo do próprio jeito
À própria forma...

O modo como surpresas são moderadas,
Como as substâncias se alteram,
Isto não me agrada
E com as pupilas dilatadas, caí
Cego outra vez ao risco da vez
Que maltrata

Não falo da maldade de quem comigo
Nem do amigo que finge ser inimigo...

Falo da rispidez minha de cada dia
De permitir que várias formas de crueldade
Digam sim ao que deveria negar
No seu tempo de amordaça.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Não haverá de repetir

Tão pouco tempo
Tanta gente, mudanças tais...
A melhor lembrança do passado
A ser lembrada
É tanta gente pra rever
E tão pouco pra ser visto...

Tanta história, o que era...
Tanto tempo até aqui
E tão pouco o que cativa.
A decepção é tanta
De tanta gente próxima
Que tão pouco parece que foi
A história, esse tempo todo que passou...

Esperou,
A essência é cheia de rugas,
Em tão pouco tempo...
Grande é o cansaço,
Maior a distância
E tão pouco tempo tem
Para tudo o que tanto amou...

Tanto foi o desejo de vir
Tão maior o de ir
Embora outra vez
Como em tantas outras
Que se foram...
Como se o passado tivesse um pedaço
Que parece merecer não ser vivido
Jaz à hora de partir.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

E eu sobrevivi

Uma calçada escura, o som da rua,
A fumaça, o cheiro do carbono,
As luzes de fundo do céu...
Era como se aquela paisagem escura,
De lua acesa e nuvem esparsa,
Ignorasse o barulho de uma mente
Diante de uma lembrança surda...

Pensara em quatro, só que cinco
Vão-se na paisagem
Anos à distância da idade que tinha
À que se tem
Da que tinha à que deve
Da que teria à que houvera...
E eu sobrevivi

E vi uma noite se repetir
Duas, centenas mais,
Em lugares diferentes
De um mesmo lugar.

Em lugar diferente
De um mesmo lugar.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tarde agradável!

Por que não
Ganhar um pouco
Menos e viver
Um pouco mais? Um fim
De tarde de cada vez!
(Mais uma vez, antes que seja tarde!)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

π (ou Pi)

[...] o primeiro set-list!..
A nostalgia maior está na memória do primeiro ensaio em um estúdio (Estúdio do Douglas) que ficava no Bairro Satélite, Natal, nas proximidades do prolongamento da Prudente de Morais com a Xavantes.

Eu seria o roadie e uma espécie de 'meio-produtor' de um projeto focado na mistura de metal com hardcore. Na ausência de baixistas, quebrei o galho durante algum tempo...

Era uma manhã de domingo, maio de 2005 ou antes disso e Ações de um ser debilóide marcou pela ilustre presença do homenageado dançando ao seu som, curtindo os refrões, sem, sequer, ter ideia de que aquela canção, o adjetivo "debilóide", a si fazia referência!

"São apenas ações de um ser debilóide"... Eu fiz parte disto!

Ah! Pi (ou π) era o nome da banda, embrião de tudo o que surgiria a seguir (a começar por Ao Longe Barcos e Flores)! 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Vou bater a porta

[...] rascunho da letra pronta
para ser musicada!
Vou bater a porta,
Mas não apareça quando eu chegar

Vou te mandar bilhetes e não me responda se chorar

Hoje fico sozinho,
Não quero ninguém,
Nem medo, receio ou apreço de passar
Por seus olhos.

Ou te jogo na cara o que espero,
Algumas meninas diante de mim,
Me vendo tocar as canções que fiz pra você,
Não me casei por medo de tentar
Quando precisei você não estava lá
E agora não me venha dizer que não fui bom suficiente pra você.

Eu não posso expressar as saudades,
Os momentos que sinto quando me lembro
Que a gente não tem jeito e que nunca mais vai voltar

Andesson Cavalcanti e
(Letra e música)

Entre fevereiro e abril de 2007.