Frieza mostra o sentimento que eh de verdade e aquele que fica pela metade...
Nos moldes de como se fala, tentamos sempre de alguma forma ser dinâmicos. Tudo se modela aos olhos nus, conforme a liberdade; a verdade é integral, da criação à aberração. Somos um misto de tudo: de colunas, desabafos, programas, poesias, crônicas e conversas. Como toda poesia, parecemos experimentais, mas nos moldes carnais somos mais que aquilo que 'tá estampado aos olhos nus apaixonados.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Por Trás do Vestido
'Te desejo' despida
Atraida por qualquer fetiche.
Uma loucura insana, proibida,
Queimada a fio,
Assim como a personalidade que se entrega
Esquecida pela consciência do íntimo,
Da pouca vergonha
Na cama, no chão, em pé
De frente para o espelho.
Do prazer que escorre pelas coxas,
Da cintura que, dela, me faço teu dono,
Das carícias nada carinhosas,
Mas interesseiras, daquelas
Que quando se saciam
Saem pela porta e
Sem piedade, deixa como cortesia
As costas vestidas,
Nada além disto desejo
Da tua complacência despida.
Atraida por qualquer fetiche.
Uma loucura insana, proibida,
Queimada a fio,
Assim como a personalidade que se entrega
Esquecida pela consciência do íntimo,
Da pouca vergonha
Na cama, no chão, em pé
De frente para o espelho.
Do prazer que escorre pelas coxas,
Da cintura que, dela, me faço teu dono,
Das carícias nada carinhosas,
Mas interesseiras, daquelas
Que quando se saciam
Saem pela porta e
Sem piedade, deixa como cortesia
As costas vestidas,
Nada além disto desejo
Da tua complacência despida.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Quase em outra vida
Queria viver em um mundo, queria tanto...
De paisagens e cores, já não volta mais.
Sonhara ser alguém bem diferente
Muito além do que se via...
Questionava os rumos que tomara
O que dizia, com quem se deitara
A dor do amor por quem sentia
O passado inteiro ele questionava...
Ela queria ter alguém
E sem esquecer disto,
Sorriu tanto a dor de tê-lo tido
Como se tudo tivesse acontecido em outra vida.
Em: novembro de 2006 (adaptado).
De paisagens e cores, já não volta mais.
Sonhara ser alguém bem diferente
Muito além do que se via...
Questionava os rumos que tomara
O que dizia, com quem se deitara
A dor do amor por quem sentia
O passado inteiro ele questionava...
Ela queria ter alguém
E sem esquecer disto,
Sorriu tanto a dor de tê-lo tido
Como se tudo tivesse acontecido em outra vida.
Em: novembro de 2006 (adaptado).
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Reciprocidade em mesmo tom
Por muito pouco, não deixou de sorrir
Quis esconder as lágrimas, ninguém se despedia
Fechou os olhos e se pôs a acreditar
Ele era alguém muito além do que se via.
Esconde cartas e palavras e mostra um jogo sujo
Aquele outro desacreditado, sem esperanças
Via o mistério regalado desse mundo quase morto
E até que um dia o fizera bem assim...
Tão diferente, pelo pecado, simplesmente acreditado
Um dia, sim, o amor pela estética, o feitiço
Instintivo, lhe desenhara à risca...
Quis esconder as lágrimas, ninguém se despedia
Fechou os olhos e se pôs a acreditar
Ele era alguém muito além do que se via.
Esconde cartas e palavras e mostra um jogo sujo
Aquele outro desacreditado, sem esperanças
Via o mistério regalado desse mundo quase morto
E até que um dia o fizera bem assim...
Tão diferente, pelo pecado, simplesmente acreditado
Um dia, sim, o amor pela estética, o feitiço
Instintivo, lhe desenhara à risca...
Em: novembro de 2006 (adaptado).
domingo, 25 de setembro de 2011
[...]
Meu bem, veja onde já chegamos
Se já estamos aqui... Tão de repente, meio ausente
Se já estamos aqui, tão longe e tão perto.
Já falamos até em casamento e, por dentro, sentimos o soar da neblina
Abismados com o estrago que se fez...
Se já estamos aqui... Tão de repente, meio ausente
Se já estamos aqui, tão longe e tão perto.
Já falamos até em casamento e, por dentro, sentimos o soar da neblina
Abismados com o estrago que se fez...
Em: Fragmento escrito no segundo semestre de 2006
Há 11
Há 11 da minha vida que espero,
Há 11 que conheço, que me disfarço da minha nobreza.
Eu tinha e ainda tenho...
Há 11 que a minha pobreza nua improvisa,
Dita normas, distrai e se engana...
Muda a realidade e abandona
P'ra que aprenda a viver um pouco mais na minha
Há 11 que me jogo na vida, calado
Há 11 que apronto comigo mesmo,
Aquele que conhecia antes das mudanças.
Há 11 que você completa, há 11 que tenho
Há 11 que completamos, porque somos
Há 11 que amo surdo, calado para coisas que só eu sei.
Desperto e esperando que tenha uma noção do quanto é querer
Há 11 que perdi o medo, há 11 do mundo
Porque há 11, do tempo que faz a história, digo,
Sei, com a certeza de tudo o que se passa no mundo,
No mundo deste mundo.
Há 11 que conheço, que me disfarço da minha nobreza.
Eu tinha e ainda tenho...
Há 11 que a minha pobreza nua improvisa,
Dita normas, distrai e se engana...
Muda a realidade e abandona
P'ra que aprenda a viver um pouco mais na minha
Há 11 que me jogo na vida, calado
Há 11 que apronto comigo mesmo,
Aquele que conhecia antes das mudanças.
Há 11 que você completa, há 11 que tenho
Há 11 que completamos, porque somos
Há 11 que amo surdo, calado para coisas que só eu sei.
Desperto e esperando que tenha uma noção do quanto é querer
Há 11 que perdi o medo, há 11 do mundo
Porque há 11, do tempo que faz a história, digo,
Sei, com a certeza de tudo o que se passa no mundo,
No mundo deste mundo.
Em: novembro de 2006 (reformulado)
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