Nos moldes de como se fala, tentamos sempre de alguma forma ser dinâmicos. Tudo se modela aos olhos nus, conforme a liberdade; a verdade é integral, da criação à aberração. Somos um misto de tudo: de colunas, desabafos, programas, poesias, crônicas e conversas. Como toda poesia, parecemos experimentais, mas nos moldes carnais somos mais que aquilo que 'tá estampado aos olhos nus apaixonados.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
[Luto...] MIchael Jackson, o gênio que a História nos deu
terça-feira, 9 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
A Mulher de Seda
Esse olhar quebrado,
Infantil e selvagem;
Um jeito levante
Que me rompe com o sério,
O adultério do ser humano, corrompido
Pela tua pele fina, uma seda;
Esse instinto carnal, animal,
Tal desejo valente,
Primitivo e intelectual,
Um tocar que parece o Mundo
Girando no cenário de fundo
E ao meu redor.
Essa imagem tua
Alucina, dá aquela sensação fria,
Os impulsos cardíacos vazam,
Parecem jorrar litros de algo
Que vicia, deixa dependente
Dessa tua safadeza...
Esse vestido que usas
Cheio de abusos, de propósito, justo sobre tuas curvas
Assusta e faz esquecer o humano que sou,
Joga meu juízo no chão.
Bem que ensina a agir
Como um bicho, escroto de rua
Esquecendo do nojo de qualquer coisa,
Pois tua boca diz, sem palavras
O caminho, o pedido,
O sentido, o juízo perdido...
Em poucos minutos
Teus lábios formam um conjunto
De ações que me aquecem
As artérias,
Me deixam esquecer do perigo,
O medo qualquer de segredos;
Sou o que for, um bicho
Que sente e esquece que pensa,
Engolido por sensações
Latentes, bem na minha frente.
Esse teu busto,
Ver-te por trás,
Tua cintura que toca
Nos teus cabelos longos
De propósito, a propósito do desejo
A todo instante,
Instigam-me à vontade
De pegar-te as coxas
Fartas, cheias de histórias
De contos medidos a sangue
Impulsivo, que me manipula...
Como tua forma de olhar
Farta de tanta vontade
Inexplicavelmente adulta,
Infantil e manhosa
Em segredo, que diz
Querer uma rosa
E, no mesmo instante,
Prefere a vaidade masculina.
Em: Iniciado em 11 / 05 / 2009; finalizado em 14 / 05 / 2009 – 19h11
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Os Erros que não Cometi
[Parceria com Rodrigo Sena]
Deixa-me contornar-te as curvas,
Desenhá-las sobre as minhas...
Conheça meu mundo
E te mostro o meu!
Faça que eu mudo contigo
E vivo no teu mundo novo.
Saiba como é boa essa coisa
De realizar os sonhos dos outros,
Deixa que eu também sei como é bom
Um beijo roubado, de alguém machucado
E se ver na infância te paquerando de longe...
Gosto de te fazer gostar outra vez
Sem querer, acabo gostando de ti
E gosto...
Esse frio na barriga, o medo do vacilo,
Ainda insisto assistindo os erros
Que não cometi
E desperto de um sonho que tive
E que tenho todos os dias,
Que me deixam mais forte, cheio de tramas
E astúcias p’ra te fazer feliz.
Em: 17 / 01 / 2008
domingo, 24 de maio de 2009
Talvez
Isso é mentira
E não me seja ousada outra vez.
Matemática falida, roubada,
Chinfrim, que me tira a paciência
Sempre me subtrai.
Não te vejo mais calma, exata,
Não te sinto segura, se poucas vezes sinto...
É certo que eu não aceite isso,
Talvez nem durma mais, talvez
Não me faça falta...
Incompreensiva, talvez não me faça falta.
É provável que eu diga algo,
E depois te esqueça
Mais cedo ou mais tarde.
Enxergo-te solta, independente,
Mas isso é breve... Egoísta!
Aí, eu é que não vou aceitar isso...
Em: 13 / 10 / 2008 – 00h30
sábado, 23 de maio de 2009
A Graça que se Faz no Caminho para Casa
[Parceria com Rodrigo Sena]
Não quero ser amigo dela,
Dói-me no peito
Vê-la com essa felicidade
Roubada de mim!
Não sou tão forte assim,
Deus do céu tem pena do que sou
E me venda um revolver
Para de novo enfrentar essa dor
Vaidosa que nem sequer tem piedade...
Apenas entenda esse crime
E aceite, mais uma vez
Esse filho sem graça.
Em: Iniciado em 17 / 01 / 2008; finalizado em 14 / 05 / 2009 – 00h43
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Desconstrução
[Parceria com Rodrigo Sena]
Perdi o desejo de te fazer objeto
O rumo das coisas mudou
Meu cigarro aceso nada mais é que um convite
Para sentar ao meu lado.
Estou só, até meus amigos
Desviaram o carinho e respeito
Que sentiam por mim
Sou apenas um irmão bastardo
Sem nenhum segredo
Sua presença não me deixa prosseguir
Tenho você por perto, mas não comigo
Venho te pedindo abrigo, desde quando
Perdi o desejo de te fazer objeto.
Em: 14 / 05 / 2009 – 01h18