Love, since you being love,
Since to be loved
Nice to be love
Alive to be love
To be loved...
Nos moldes de como se fala, tentamos sempre de alguma forma ser dinâmicos. Tudo se modela aos olhos nus, conforme a liberdade; a verdade é integral, da criação à aberração. Somos um misto de tudo: de colunas, desabafos, programas, poesias, crônicas e conversas. Como toda poesia, parecemos experimentais, mas nos moldes carnais somos mais que aquilo que 'tá estampado aos olhos nus apaixonados.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Loved being love
quinta-feira, 12 de março de 2015
31 (uns)
Anos idos aos 31, sejam do segundo tempo.
Ser aos 30, aos 30, astúcias, astuta,
Aspiram 30 e poucas medidas.
É como se um operário de 30
Semeasse a própria
Aposentadoria
Trabalhando 30 horas em um mês
De 30...
30 parece o meio, a metade...
Dizem que Cristo viveu a metade da vida
Que viveria ou que poderia
Ter vivido aos 30.
Não sou de 30, mas, passei pelos 80,
90, aos 2000 cheguei aos 30
E aos 31, semeio o sabor de ser
O desejo de ter 30 e poucos
30 e poucas coisas, motivos,
30 e lá se vão faces, vidas
30 e algumas histórias, sentidos
30 e outras formas de serem vividas.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
À luz de vela
Tem um pedaço de tudo pra falar de tudo um pouco.
Tema de pouca envergadura,
O imoral da palavra bela,
A beleza da impureza de falar o que não presta
A quem se doa ao luxo de assistir reis
Pregando besteira com cara dondoca
Enquanto o mundo ri de sua beleza
Que não tem nada de coisa bela,
Sabe tudo sobre o nada
Iluminismo iluminado à luz de vela...
Um mundo de cacos, telha, quebrado no chão
De cara lavada, alma lavanda
A salvo da gentalha gravame,
Gente que se põe a posse
À venda, vergonha na cara, quase nada
Que nada teria gravada à face o que diz
Verdade, desgraça vendida na praça,
Diz mentira a tom verdade
Vendida inverda verde de graça.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Eu só!
Abrir-se consigo, à luz do horizonte
Em meio à poeira da rua, calçada vazia
E ocupada por gente desocupada.
É compreender a si mesmo e sentir-se bem
Pelo simples fato de estar só;
Ter ninguém, do lado, do outro
Não reclamar, fazer muganga, não ser reparado!
Só estar está para aquele
De bem com a companhia de si!
Deixar toalha na cama, molhada,
Usar ar condicionado, ventilador,
Chuveiro elétrico ou banho frio
Enquanto a manhã suspira o seu despertar,
Deixar-se só é viver em guerra com o que pensa
O bom vivã da vida a dois.
Estar só é escolher companhia,
Ouvir desejos, desejar só e despertar quando bem ou mal
Entender. Levantar não tem hora. Ter a si
É entender a ausência de dividir com qualidade
Os próprios desejos.
É compreender que a solidão é necessária.
É compartilhar a experiência do pequeno
Sendo grande por dentro
Dentro de um apartamento pequeno.
É viver grande a liberdade
Dentro de um carro pequeno
Ou imaginar grande dentro de um banheiro
Pequeno!
A solidão não é antiquada.
Só estar também é estar de bem
Com a pequena flora que habita
O próprio habitat
E com o grande mundo que permeia a vista
Enquanto o mundo diminui de tamanho
Para quem, indiferente do bem ou do mal,
Prefere, vida qualquer, companhia,
Estar só é decidir por si até sentir-se bem
Com o dividir da companhia!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Felicidade (Feliz Cidade)
Com que, ninguém,
Felicidade é estar nada aquém
Nem além do que se viu
Do que se vê.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Persianas
Pessoas, histórias reais,
A vida é real
E seu porto seguro
São fatos que ficam para trás...
Um reality show de guerra
Da vida inventada
Persianas abertas,
Seu cheiro não deixa esquecer os anseios
De voltar atrás.
E corriam...
Eu sei, um dia, a gente se encontra
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Do fim, o tom
Qualquer sorriso, a minha própria cara
E as poucas horas que me entrego!
Perdão pelo vento possante do som
E a frieza do medo, do fim, do tom!
As palavras são leves desabafos que me corroem
A carne, o peito, os dentes...
É que cada lembrança
Distante não justifica mágoas mal curadas,
Palavras mal escritas, pensamentos mal interpretados.
E a distância traz à tona o medo do fim de cada passo,
Da ventania úmida de mormaço,
E da brisa repleta de cheiro de barro
À luz da chuva.
Porque toda ausência, nua e despercebida
A insegurança despida, disfarçada
Traz o medo de te ver de novo
Em cada passo.